×

Thor e o Erro Histórico de Roger Ebert: Como Loki Conquistou o Mundo

Thor e o Erro Histórico de Roger Ebert: Como Loki Conquistou o Mundo

temp_image_1783390981.269522 Thor e o Erro Histórico de Roger Ebert: Como Loki Conquistou o Mundo

Roger Ebert vs. Thor: Quando a Crítica Ignora o Carisma

Roger Ebert foi, sem dúvida, um dos críticos de cinema mais influentes de todos os tempos. Conhecido por ditar tendências e analisar obras com profundidade, Ebert nem sempre acertou. Um dos exemplos mais emblemáticos de sua dissonância com o público aconteceu em 2011, com o lançamento de Thor, o filme que expandiu os horizontes do Universo Cinematográfico Marvel (MCU).

Na época, Ebert foi implacável, concedendo ao longa apenas 1,5 de 4 estrelas. Para ele, o filme era um “fracasso como obra cinematográfica, mas um sucesso como marketing”. Ele descreveu o roteiro e os personagens, incluindo o próprio Thor (interpretado por Chris Hemsworth), como superficiais. No entanto, foi em relação a um personagem específico que Ebert cometeu seu erro mais notável: Loki.

O “Erro” sobre Loki: A Falta de Carisma que Nunca Existiu

Em sua análise, Ebert afirmou que Tom Hiddleston, no papel de Loki, “carecia lamentavelmente de carisma”. O crítico chegou a ridicularizar a reviravolta do personagem, sugerindo que Loki era previsível demais e que o público o esqueceria minutos após o término da sessão.

A história, porém, provou o contrário. O que Ebert viu como falta de carisma, milhões de fãs interpretaram como uma complexidade fascinante. Loki não apenas se tornou um dos personagens mais icônicos da cultura pop, mas também desafiou a tendência de vilões de filmes de super-heróis que morrem e nunca mais voltam.

    n

  • Impacto Cultural: Loki transformou Tom Hiddleston em um símbolo global.
  • Expansão: A popularidade foi tanta que, em 2021, o personagem ganhou sua própria série no Disney+.
  • Legado: Ele evoluiu de um vilão unidimensional para um anti-herói complexo e amado.

A Tragédia de Loki: Por que ele é mais interessante que Thor?

Enquanto a jornada de Thor no primeiro filme é uma lição relativamente simples sobre humildade, a queda de Loki é quase shakespeariana. O MCU transformou o trapaceiro dos quadrinhos em um “sadboi” trágico, movido por sentimentos de rejeição e inadequação.

A revelação de que Loki não era um Asgardiano, mas sim um Gigante de Gelo de Jotunheim, deu profundidade ao seu ódio e ao seu desejo de provar seu valor para Odin. Sua traição não nasceu de uma maldade pura, mas de uma necessidade desesperada de reconhecimento.

Conclusão: O Triunfo do Público sobre a Crítica

Seja na análise de Thor ou em críticas passadas ao Coringa de Mark Hamill, Ebert às vezes ignorava a conexão emocional que os fãs estabelecem com personagens complexos. Hoje, 15 anos depois, o exército de fãs de Loki permanece forte, provando que a química de Tom Hiddleston com o papel era, na verdade, a alma do filme.

Para saber mais sobre a cronologia dos filmes, você pode conferir a base de dados do IMDb, onde a recepção do público frequentemente diverge da crítica especializada da época.

Compartilhar: