Gabigol e Neymar em campo, mas Santos tropeça: O dilema tático de Cuca no Brasileirão

Instabilidade na Vila: Santos Empata com a Lanterna e Preocupa Torcida
O torcedor do Santos já conhece esse roteiro, e ele não é nada agradável. Em partida válida pela 20ª rodada do Brasileirão 2026, o Alvinegro Praiano cedeu um empate em 2 a 2 contra a Chapecoense, atual lanterna da competição. O jogo, realizado na Vila Belmiro, evidenciou a fragilidade defensiva e a instabilidade emocional de uma equipe que, mesmo com talentos individuais, não consegue manter o controle das partidas.
O cenário é alarmante: a Chapecoense, apesar de ocupar a última posição, encontrou no Santos um adversário vulnerável. Grande parte dos pontos conquistados pelo time catarinense nesta temporada veio justamente nos confrontos contra o Peixe, o que mantém o Santos perigosamente próximo da zona de rebaixamento (Z-4).
O Quebra-Cabeça de Cuca: Técnica vs. Equilíbrio
O grande ponto de discussão após o jogo gira em torno da escalação do técnico Cuca. O treinador tenta resolver um dilema complexo: como colocar seus melhores jogadores em campo sem sacrificar a recomposição defensiva?
Cuca apostou em um time extremamente técnico, tentando integrar nomes como Gabigol, Neymar, Gabriel Bontempo, Rollheiser e Barreal. No entanto, a prática mostrou que a técnica isolada não vence jogos se não houver “operários” no meio-campo para dar sustentação.
Os principais desafios táticos do momento:
- A integração de Gabigol: O centroavante é peça chave, mas sua presença exige ajustes na marcação para não sobrecarregar o meio.
- O fator Neymar: Com o craque em campo, a criatividade aumenta, mas a recomposição torna-se um desafio maior.
- Gestão de Elenco: Cuca busca ter 16 titulares para encarar a maratona de jogos entre o Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana.
A Luta contra o Z-4 e a Busca por Sequência Positiva
Para o técnico Cuca, a maior frustração não é apenas o resultado pontual, mas a incapacidade do time em manter uma sequência de bons desempenhos. O Santos não consegue “ser feliz por 15 dias seguidos”, oscilando entre lampejos de genialidade e falhas primárias.
Com a necessidade urgente de se afastar da zona de rebaixamento, a comissão técnica agora avalia se será necessário abrir mão de algum dos jogadores mais técnicos em prol de um time mais equilibrado e resiliente.
O que esperar das próximas rodadas? Se o Santos não encontrar o equilíbrio entre o brilho de Gabigol e a disciplina tática, a temporada de 2026 poderá ser marcada por mais sustos do que conquistas.
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