Kaio Jorge no STJD: Atacante do Cruzeiro pode ser suspenso após provocações em clássico

Polêmica na Arena MRV: Kaio Jorge sob a mira do STJD
O clima esquentou no clássico mineiro e as consequências agora chegaram aos tribunais. Kaio Jorge, o artilheiro do Cruzeiro, será julgado nesta quinta-feira (5) pela 4ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O jogador, que brilhou em campo, agora enfrenta o risco de ficar fora de partidas importantes do Campeonato Brasileiro.
A denúncia, movida pela Procuradoria da corte, foca nas provocações efetuadas pelo atleta durante a vitória do Cruzeiro por 1 a 0 contra o Atlético-MG, na Arena MRV. O caso foi enquadrado no Artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que pune condutas contrárias à disciplina ou à ética desportiva.
Quais foram as provocações de Kaio Jorge?
O camisa 19 não economizou em gestos e palavras após garantir a vitória do time celeste. Os principais pontos que levaram à denúncia foram:
- Gesto de Silêncio: Ao comemorar o gol, Kaio Jorge provocou a torcida atleticana nas arquibancadas.
- Referência ao ‘Milho’: Após o apito final, o atacante simulou jogar milho no gramado, uma provocação tradicional da torcida do Cruzeiro contra o rival.
- Declarações na Zona Mista: O jogador foi categórico ao afirmar que o Atlético-MG precisaria contratar zagueiros melhores para conseguir pará-lo, brincando que, independentemente de quem fosse o marcador, ele continuaria fazendo gols.
Possíveis punições e histórico
De acordo com as regras do CBJD, a pena para esse tipo de infração varia de um a seis jogos de suspensão, com a possibilidade de recurso. Vale lembrar que esta não é a primeira vez que o atleta passa por esse processo em 2026; em agosto, Kaio Jorge foi julgado por uma jogada com o zagueiro Ruan Tressoldi, mas, naquela ocasião, a suspensão foi convertida em advertência.
Wesley também será julgado
Além de Kaio Jorge, o jogador Wesley também terá que se explicar ao STJD. Embora não tenha entrado em campo, Wesley é acusado de ter feito um gesto obsceno para torcedores mirins do Atlético-MG. O árbitro Raphael Claus relatou o ocorrido em súmula, embora não tenha punido o atleta no momento do jogo.
Wesley negou que o gesto tenha sido direcionado a crianças, alegando que reagiu a um objeto arremessado por um torcedor em direção ao banco de reservas do Cruzeiro.
Agora, a torcida do Cabuloso aguarda a decisão do tribunal para saber se contará com seus atacantes nas próximas rodadas da Série A.
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