Messi é autista? A verdade por trás do boato que envolve o craque argentino

Messi é autista? Entenda a origem e a verdade sobre esse rumor
Lionel Messi é, sem dúvida, um dos maiores gênios que já tocaram em uma bola de futebol. Com oito Bolas de Ouro e a glória máxima de ter conquistado a Copa do Mundo de 2022, o craque argentino transcendeu o esporte. No entanto, paralelamente aos seus recordes, surgiu ao longo dos anos uma questão intrigante que divide opiniões na internet: Messi é autista?
Se você já se pegou pesquisando sobre isso ou viu comentários em redes sociais, saiba que essa história tem raízes profundas, mas carece de qualquer base médica. Vamos explorar como esse boato começou e o que a ciência e a família do jogador dizem a respeito.
Como surgiu o boato de que Messi teria autismo?
Curiosamente, a teoria de que o jogador estaria no espectro autista nasceu no Brasil. Em agosto de 2013, o jornalista Roberto Amado publicou um texto sugerindo que Messi teria sido diagnosticado com a Síndrome de Asperger aos 8 anos de idade.
Naquela época, a Síndrome de Asperger era classificada separadamente, referindo-se a pessoas autistas sem atrasos cognitivos ou de linguagem significativos. Hoje, conforme as atualizações dos manuais médicos, esse termo foi incorporado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), que é dividido por níveis de suporte.
O texto original não apresentava provas documentais ou confirmações médicas; baseava-se apenas em interpretações comportamentais, como:
- A timidez excessiva de Messi em entrevistas;
- Seu perfil reservado e introvertido;
- A repetição de padrões de dribles e movimentos em campo.
A repercussão: De Romário ao mundo
O rumor ganhou força descomunal quando figuras públicas, como o ex-jogador Romário, compartilharam a informação no X (antigo Twitter). Romário chegou a associar o suposto autismo ao “dom do foco e concentração”, comparando Messi a figuras como Isaac Newton e Albert Einstein.
Essa narrativa criou a imagem do “gênio incompreendido”, reforçando o estereótipo de que pessoas autistas obrigatoriamente possuem habilidades extraordinárias ou memórias prodigiosas — uma visão simplista e, muitas vezes, equivocada sobre a diversidade do espectro autista.
A resposta definitiva: O que dizem a família e os médicos?
Diante da propagação da notícia, a família de Messi e seus profissionais de saúde vieram a público para desmentir a história:
- Jorge Messi (Pai): Negou veementemente a informação, chegando a cogitar medidas judiciais para cessar a desinformação.
- Dr. Diego Schwarzstein: O endocrinologista argentino que tratou Messi na infância foi categórico ao afirmar que o jogador “nunca foi diagnosticado como Asperger ou qualquer outra forma de autismo”, classificando o boato como “bobagem”.
O que Messi realmente enfrentou na infância foi uma deficiência no hormônio do crescimento, condição que exigiu um tratamento rigoroso com aplicações diárias para que ele pudesse se desenvolver fisicamente de forma saudável.
Por que é perigoso alimentar esse tipo de boato?
Associar o talento de Messi a um diagnóstico não comprovado pode parecer inofensivo, mas especialistas alertam para as consequências. Isso reforça o mito de que o autismo está ligado necessariamente a uma “supergenialidade”, ignorando as reais dificuldades e a diversidade de necessidades de apoio de milhões de pessoas com TEA.
Para entender melhor o autismo, o ideal é acompanhar relatos de pessoas que assumiram publicamente seu diagnóstico, como a ativista Greta Thunberg ou a pesquisadora Temple Grandin.
Conclusão
Portanto, respondendo à pergunta: não, Messi não é autista. Sua genialidade nos gramados é fruto de talento nato, disciplina e muito treinamento, e não de uma condição neurológica específica. O craque argentino prova que é possível ser introvertido e reservado, e ainda assim, conquistar o mundo.
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