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Radamés Lattari e a Nova Regra da CBV: Entenda as Mudanças no Vôlei Feminino

Radamés Lattari e a Nova Regra da CBV: Entenda as Mudanças no Vôlei Feminino

temp_image_1789744494.581932 Radamés Lattari e a Nova Regra da CBV: Entenda as Mudanças no Vôlei Feminino

Radamés Lattari e a Nova Era da Elegibilidade no Vôlei Brasileiro

O cenário do voleibol feminino no Brasil passa por uma transformação significativa. Radamés Lattari, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), anunciou a implementação de novas regras de elegibilidade para a modalidade feminina, focando na comprovação do sexo biológico das atletas.

A mudança, que entra em vigor a partir desta temporada, estabelece a exigência de testes do gene SRY para comprovar o sexo biológico feminino. A medida visa alinhar a confederação brasileira às tendências e diretrizes globais de justiça competitiva.

A Justificativa de Radamés Lattari: Coerência e Alinhamento Global

Para Radamés Lattari, a decisão da CBV não é isolada, mas sim um reflexo das atualizações promovidas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Segundo o presidente, a entidade brasileira sempre buscou seguir as orientações do órgão máximo do esporte mundial.

Anteriormente, a CBV adotava critérios baseados em taxas hormonais, conforme sugerido pelo COI na época. No entanto, Lattari argumenta que, com a mudança de entendimento do comitê internacional, a CBV deve agir com coerência para preservar a igualdade de condições nas competições.

“A CBV vai buscar sempre o entendimento do COI e quer sempre preservar a justiça e a igualdade nas competições”, afirmou Radamés Lattari.

O Impacto Direto: O Caso de Tifanny Abreu

A nova regulamentação atinge diretamente a jogadora Tifanny Abreu, mulher trans que defende as cores do Osasco São Cristóvão Saúde. Com a exigência do teste genético, a permanência de atletas trans em competições nacionais de elite torna-se incerta.

As restrições abrangem as seguintes competições:

  • Superliga A e B;
  • Supercopa 2026;
  • Copa Brasil 2027;
  • Competições nacionais de vôlei de praia.

Reações e Controvérsias no Meio Esportivo

A decisão gerou debates intensos. De um lado, entidades LGBTQIA+ e atletas manifestaram descontentamento. Roberta, levantadora da seleção brasileira, defendeu a necessidade de mais empatia no processo de transição dessas regras, respeitando tanto a atleta Tifanny quanto o clube Osasco.

Tifanny Abreu, por sua vez, classificou a medida como um “enorme retrocesso” na luta pelo reconhecimento e inclusão de pessoas trans no esporte, destacando que a decisão afeta não apenas a atleta, mas também patrocinadores, torcedores e jovens que se inspiram em sua trajetória.

Como funciona o teste do gene SRY?

Para quem não está familiarizado, o teste do gene SRY é uma triagem genética que detecta a presença do cromossomo Y. De acordo com as novas diretrizes, o exame é simples e pode ser realizado através de:

  • Amostra de saliva;
  • Swab na bochecha;
  • Amostra de sangue.

O objetivo, segundo a CBV, é garantir que a categoria feminina seja restrita a atletas do sexo biológico feminino, seguindo o modelo que será adotado nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Enquanto o departamento jurídico do Osasco analisa a nova portaria, o debate sobre o equilíbrio entre a inclusão social e a justiça competitiva continua a dividir opiniões nos bastidores do esporte brasileiro.

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