Cauã Reymond: Influenciador Gasta Fortunas em Plásticas para se Parecer com o Ator e Envolve-se em Crimes

Influenciador Digital Gasta Fortunas em Plásticas para se Parecer com Cauã Reymond e Agora Enfrenta Acusações Criminais
Seguido por quase 650 mil perfis em uma rede social, o influenciador cearense Gleiciano Martins de Sousa, conhecido como ‘Junior Azevedo’, voltou a ser alvo das autoridades. O Ministério Público do Ceará (MPCE) solicitou à Justiça que o acusado de integrar organização criminosa, estelionato e crimes contra a economia popular seja novamente preso.
Gleiciano é denunciado por supostamente explorar jogos de azar, como o ‘Jogo do Tigrinho’, e havia sido beneficiado com a substituição da prisão por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, o MP alega que o influenciador tem descumprido reiteradamente as restrições impostas, especialmente a proibição de acesso às redes sociais.
A Vida de Luxo e a Busca pela Semelhança com Cauã Reymond
O acusado posta diariamente no Instagram, com foco em temas políticos, e criou um novo perfil para compartilhar detalhes de sua experiência na prisão. Em uma postagem, descreveu como se depilava na unidade prisional, revelando a rotina da Casa de Privação Provisória de Liberdade V (CPPL5), em Itaitinga, Região Metropolitana de Fortaleza.
A defesa de Gleiciano argumenta que sua liberdade não representa risco à ordem pública e questiona a necessidade da prisão preventiva. No entanto, o MP apresenta evidências de que o influenciador continua a operar em atividades ilícitas, mesmo sob monitoramento.
O que chamou a atenção foi a revelação de que Gleiciano gastou mais de R$ 100 mil em procedimentos estéticos em 2024, com o objetivo de se parecer com o ator Cauã Reymond. “Eu queria transformar o meu rosto, fazer umas plásticas, e quando cheguei ao médico ele perguntou se eu tinha alguma referência para seguir. Eu falei do Cauã Reymond, porque sou fã desde a época de Malhação. Ele é muito bonito, e o médico conseguiu fazer essa transformação em mim”, declarou o influenciador.
Operação ‘Quéfren’ e as Acusações
Gleiciano foi um dos alvos da operação interestadual ‘Quéfren’, que investigou plataformas e influenciadores digitais que promoviam jogos de azar ilegais. A Polícia Civil do Ceará (PCCE) cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão na época.
O MP aponta que o denunciado movimentou mais de R$ 5 milhões em poucos meses e, mesmo após a concessão de liberdade provisória, continuou a descumprir as medidas impostas. As investigações revelaram uma estrutura hierarquizada, na qual Gleiciano desempenhava um papel fundamental na captação de vítimas e ocultação de capitais.
Segundo a acusação, o influenciador recebia transferências diretas de lideranças da organização criminosa, como um pix de R$ 9 mil em março de 2024, e movimentou vultuosas quantias em suas contas bancárias. O dinheiro obtido de forma ilícita também foi utilizado em viagens internacionais e na aquisição de veículos de luxo.
O Descumprimento das Medidas Cautelares
O MP argumenta que a liberdade provisória de Gleiciano serviu apenas como palco para a continuidade de suas atividades ilegais. A insistência em retornar ao meio digital e a exibição da tornozeleira eletrônica como um “troféu” demonstram um comportamento de total desprezo e escárnio pelas decisões judiciais.
A defesa do réu entrou com um habeas corpus preventivo contra o pedido de prisão do MP, mas os desembargadores da 2ª Câmara Criminal negaram o pedido, destacando o descumprimento das medidas cautelares e a necessidade de garantir a ordem pública.
O caso continua em andamento, com a defesa do influenciador confiante de que a situação será devidamente analisada pelo juízo competente.
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