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Joesley Batista e Vale: Bastidores de uma Negociação Bilionária e Polêmicas no Conselho

Joesley Batista e Vale: Bastidores de uma Negociação Bilionária e Polêmicas no Conselho

temp_image_1784300458.724299 Joesley Batista e Vale: Bastidores de uma Negociação Bilionária e Polêmicas no Conselho

O Escândalo dos E-mails: Joesley Batista e a Disputa na Vale

O mercado de mineração e o cenário corporativo brasileiro foram sacudidos recentemente por revelações bombásticas. O vazamento de e-mails confidenciais expôs os bastidores de uma movimentação estratégica — e controversa — envolvendo Joesley Batista, dono da J&F, e a cúpula da Vale.

O centro da polêmica reside em uma visita secreta de conselheiros da mineradora a uma operação da J&F, acompanhada de jantares estratégicos que levantaram questionamentos sobre a governança da companhia. O objetivo? Uma tentativa de Joesley Batista de vender de volta para a Vale um empreendimento que ele adquiriu há quatro anos.

Os Números do Negócio: Uma Proposta Bilionária

Embora ambas as empresas tenham negado publicamente a tentativa de transação, fontes internas revelam detalhes financeiros surpreendentes. A operação em questão refere-se ao chamado Sistema Centro-Oeste, especificamente a mina de Corumbá (MS).

Entenda a disparidade dos valores discutidos nos bastidores:

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  • Custo de Aquisição (2022): A J&F comprou o empreendimento por aproximadamente US$ 1,2 bilhão.
  • Proposta de Venda: Joesley Batista teria buscado repassar 45% da operação para a Vale por R$ 4 bilhões.
  • Alternativa: Outra possibilidade discutida envolvia a venda de uma fatia menor, em torno de 30%, pelo valor de R$ 2 bilhões.

Por que a Vale Recusou a Oferta?

Apesar do interesse demonstrado por alguns conselheiros, a diretoria executiva da Vale barrou a operação. O Comitê Executivo concluiu que a taxa de retorno da mina não justificava o investimento, tornando o negócio financeiramente desvantajoso para a mineradora.

Um detalhe curioso é a figura de Gustavo Pimenta. Atualmente CEO da Vale, foi ele quem rejeitou a compra em 2026, mas curiosamente foi quem efetuou a venda da mesma mina em 2022, quando ainda ocupava o cargo de CFO.

Jantares Secretos e Tensões Internas

A controvérsia ganhou força com a divulgação de que o ex-chairman da Vale, Daniel Stieler, teria organizado um jantar no restaurante Nido, no Rio de Janeiro, com os irmãos Batista. No dia seguinte, parte do grupo teria embarcado em um jato particular para inspecionar as minas em Corumbá.

Essa movimentação ocorreu em meio a uma crise de liderança na Vale, onde a Previ substituiu Stieler por Ollie (Manoel Lino Oliveira) na presidência do conselho. Ollie, inicialmente cético, teria mudado sua percepção após a visita, impressionado com a capacidade logística e o “apetite para riscos” dos irmãos Batista.

Posicionamentos Oficiais

Em nota, a J&F reiterou que a LHG Mining (controladora do Sistema Centro-Oeste) não está à venda e que a contratação do banco Citi visa apenas a busca por parceiros minoritários para expansão. A empresa afirmou que a comitiva da Vale visitou as instalações a pedido da própria mineradora, mas descartou a Vale como sócia por ser uma concorrente direta no mercado nacional.

Para quem acompanha a volatilidade do setor, é essencial monitorar as decisões da B3 e os relatórios de governança da Vale para entender como essas disputas internas impactam o valor das ações e a estratégia de longo prazo da companhia.

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