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Caminhoneiro que matou criança em Cascavel recebe liberdade provisória; entenda o caso

Caminhoneiro que matou criança em Cascavel recebe liberdade provisória; entenda o caso

temp_image_1780966745.402498 Caminhoneiro que matou criança em Cascavel recebe liberdade provisória; entenda o caso

Tragédia em Cascavel: Decisão Judicial Gera Discussão sobre Liberdade Provisória

Um caso que chocou a cidade de Cascavel, no Oeste do Paraná, ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (8). Édson Sebastião do Nascimento, de 59 anos, recebeu a concessão de liberdade provisória após ter sido preso em flagrante por atropelar e matar o jovem Carlos Eduardo Camargo dos Santos, de apenas 12 anos.

A decisão, que dispensou o pagamento de fiança, baseou-se no fato de o motorista não possuir antecedentes criminais, levando a Justiça a entender que não haveria riscos em sua soltura imediata. No entanto, a medida vem acompanhada de restrições rigorosas.

Detalhes do Acidente e a Questão da Embriaguez

O acidente ocorreu no último domingo (7), no cruzamento das ruas Serra da Borborema e Serra do Vento. De acordo com relatos do Corpo de Bombeiros, o caminhoneiro realizava uma manobra de conversão quando atingiu a criança, que infelizmente faleceu no local devido a ferimentos graves na cabeça.

Um dos pontos mais críticos do caso é a embriaguez ao volante. O teste do bafômetro realizado pela Transitar apontou 0,67 miligrama de álcool por litro de ar expelido. Para fins de comparação, a legislação brasileira, através do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), configura crime de trânsito a partir de 0,34 mg/L.

As Condições para a Liberdade do Condutor

A juíza Filomar Helena Perosa Cerezia, ao assinar a soltura, determinou que o caminhoneiro cumpra medidas cautelares para garantir a ordem pública e a fiscalização do processo. As condições incluem:

  • Uso de tornozeleira eletrônica: Monitoramento obrigatório pelo período de três meses.
  • Restrição de locais: Proibição total de frequentar bares, boates ou qualquer estabelecimento que venda bebidas alcoólicas.

O caso está sendo tratado juridicamente como homicídio culposo (quando não há intenção de matar), mas a investigação da Polícia Civil continua para apurar todas as circunstâncias e responsabilidades.

O Posicionamento da Defesa

A defesa de Édson Sebastião manifestou profundo pesar pela morte do adolescente e solidarizou-se com a família. Em nota, a advogada afirmou que o veículo trafegava em “baixíssima velocidade” e que, devido às limitações de visibilidade comuns em veículos de grande porte, o motorista não percebeu o atropelamento.

A defesa ressaltou ainda que o condutor colaborou com as autoridades desde o primeiro momento e encontra-se abalado com a tragédia, defendendo a presunção de inocência e o devido processo legal.

Este caso reacende o debate sobre a segurança viária e a severidade das penas para condutores que dirigem sob efeito de álcool, especialmente em áreas urbanas com grande circulação de crianças.

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