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Caos em Nova Délhi: Polícia e ‘Movimento das Baratas’ entram em confronto violento na Índia

Caos em Nova Délhi: Polícia e ‘Movimento das Baratas’ entram em confronto violento na Índia

temp_image_1791708718.519719 Caos em Nova Délhi: Polícia e ‘Movimento das Baratas’ entram em confronto violento na Índia

Caos em Nova Délhi: Polícia e ‘Movimento das Baratas’ entram em confronto violento

Um cenário de tensão tomou conta das ruas de Nova Délhi neste sábado (10), onde uma operação massiva da polícia resultou em mais de mil detenções e diversos feridos. O alvo da ação foi o polêmico “movimento das baratas”, um grupo composto majoritariamente por jovens e apoiado por partidos de esquerda, que denuncia irregularidades no sistema eleitoral da Índia.

O Estopim dos Confrontos

A operação, que mobilizou um contingente impressionante de mais de 30 mil policiais, tinha como objetivo principal impedir que as manifestações sequer começassem. A estratégia das autoridades foi agressiva: líderes do movimento foram detidos preventivamente, incluindo o fundador, Abhijeet Dipke, que foi abordado assim que desembarcou no aeroporto da capital.

Durante as tentativas de protesto, a situação escalou rapidamente. Segundo relatos da polícia, manifestantes romperam barricadas e utilizaram pedras para atacar os agentes. Em contrapartida, imagens e relatos de testemunhas mostram a violência da repressão, com manifestantes feridos e pedidos desesperados por ambulâncias em meio ao caos.

Quem é o ‘Movimento das Baratas’?

O nome inusitado do grupo, Cockroach Janta Party (Partido do Povo das Baratas), nasceu de uma provocação. Em maio, o presidente da Suprema Corte da Índia, Surya Kant, teria comparado jovens desempregados a baratas. A resposta veio através do jornalista Abhijeet Dipke, que questionou nas redes sociais: “E se todas as baratas se unirem?”.

O que começou como uma reação digital transformou-se em um movimento político real, ganhando tração após escândalos de vazamento de provas em exames de Medicina que prejudicaram milhões de estudantes. Atualmente, o grupo foca suas críticas na Comissão Eleitoral do governo de Narendra Modi, acusando o órgão de manipular listas de votação para beneficiar o governo.

Pontos Chave da Crise Atual:

  • Repressão Antecipada: Prisões de líderes antes mesmo do início dos atos.
  • Guerra de Narrativas: Enquanto o governo classifica os manifestantes como “forças anárquicas”, o movimento denuncia a violência policial desproporcional.
  • Contexto Político: Acusações de exclusão deliberada de eleitores dos cadastros oficiais.

Um Estado de Alerta em Nova Délhi

Para evitar aglomerações, a polícia instalou alto-falantes em postes e árvores por toda a cidade, repetindo avisos constantes contra qualquer tipo de concentração popular. No entanto, a determinação do movimento parece inabalável. O porta-voz Ajinkya Shinde convocou os apoiadores a continuarem os protestos independentemente de onde fossem detidos.

O governo indiano, por sua vez, declarou a manifestação um “fracasso”, afirmando que grupos radicais tentam manter o país como refém. O episódio reacende o debate sobre a liberdade de expressão e a atuação das forças de segurança em democracias sob pressão.

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