Caso Henry Borel: Nova Testemunha e Reviravoltas no Julgamento de Monique Medeiros e Jairinho

Nova Reviravolta no Caso Henry Borel: Justiça Autoriza Depoimento de Testemunha Chave
O desdobramento jurídico do caso Henry Borel ganhou um novo e impactante capítulo. A Justiça do Rio de Janeiro autorizou, nesta terça-feira (28), que uma testemunha fundamental seja ouvida durante o júri popular. A decisão, que atende a um pedido da defesa do ex-vereador Jairinho, promete trazer novos elementos para a discussão sobre a responsabilidade pelas agressões que levaram à morte do menino.
A testemunha em questão é Miriam Santos Rabelo Costa, de 67 anos. Ela possui acusações graves contra Leniel Borel, pai de Henry, alegando ter sido vítima de violência física, psicológica e prejuízos financeiros durante uma viagem a Orlando, nos Estados Unidos, em 2022.
A Estratégia da Defesa e o Papel de Monique Medeiros
Para a defesa de Jairinho, a oitiva de Miriam é crucial. Segundo o advogado Rodrigo Faucz, a testemunha detém informações que podem alterar a percepção dos fatos. A tese defendida é que o pai da criança teria admitido a ocorrência de um acidente envolvendo Henry, o que poderia ter causado a lesão fatal, afastando a responsabilidade exclusiva do padrasto.
Enquanto isso, Monique Medeiros, mãe de Henry, continua respondendo pelo crime. A acusação sustenta que, enquanto Jairinho era o agressor direto, Monique foi omissa, falhando em proteger o filho de 4 anos.
Pontos Principais do Caso até Agora:
- Causa da Morte: Perícias confirmaram hemorragia interna e laceração hepática; a hipótese de queda da cama foi descartada.
- Acusações: O Ministério Público aponta agressões deliberadas por parte de Jairinho e omissão de Monique Medeiros.
- Situação Jurídica: Ambos foram presos em abril de 2021, com idas e vindas do sistema prisional devido a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
Próximos Passos: Novo Julgamento Marcado
Após a suspensão do julgamento anterior — ocorrida devido a uma manobra da defesa de Jairinho, classificada pela magistrada Elizabeth Machado Louro como um “desrespeito ao STF” — a justiça determinou a retomada do processo.
Anote na agenda: O novo julgamento está marcado para o dia 25 de maio. Além da autorização para o depoimento de Miriam, a Justiça indeferiu o pedido para que o caso fosse julgado fora da capital fluminense, mantendo o tribunal no Rio de Janeiro.
O caso Henry Borel tornou-se um símbolo da luta contra a violência infantil no Brasil, gerando debates intensos sobre a proteção de menores e a rigorosidade das penas para crimes de omissão e agressão doméstica.
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