Caso Paola Stefany Neto Cirino: Diarista é presa por crime brutal contra casal de idosos em BH

Caso Paola Stefany Neto Cirino: A Investigação por Trás do Crime Brutal em Belo Horizonte
Um crime que chocou a capital mineira teve um desdobramento crucial nesta quinta-feira (2). Paola Stefany Neto Cirino, a diarista suspeita de assassinar um casal de idosos em um apartamento de luxo em Belo Horizonte, foi localizada e presa pela Polícia Civil em Itabira, na Região Central de Minas Gerais.
A prisão ocorreu durante a madrugada, em um hotel da cidade, onde a suspeita estava acompanhada de seu filho de apenas 6 anos. O cerco foi fechado após um trabalho estratégico do setor de inteligência da polícia, que monitorou os passos de Paola desde a quarta-feira.
Detalhes do Crime: Crueldade e Premeditação
As vítimas, o advogado Cláudio Atala Inácio (75 anos) e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio (76 anos), foram atacadas com extrema violência. De acordo com os relatórios periciais, o advogado foi atingido por 17 facadas, enquanto a esposa recebeu sete golpes.
A dinâmica do crime revela um nível alarmante de frieza. Segundo a investigação:
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- Dopagem: Paola confessou ter dopado o casal com comprimidos de uso pessoal antes de iniciar os ataques.
- Ataque: O advogado teria tentado reagir ao acordar, mas foi subjugado e esfaqueado. Em seguida, a empresária também foi atacada.
- Limpeza da cena: Após os assassinatos, a suspeita tomou banho no local, trocou de roupa e lavou a faca utilizada no crime antes de fugir.
Confissão e a Justificativa de “Surto Psicótico”
Ao ser interrogada, Paola Stefany Neto Cirino admitiu a autoria dos crimes, mas alegou ter sofrido um “surto psicótico” no momento da ação. Ela afirmou que não entrou no imóvel com a intenção inicial de roubar, mas que, ao notar a quantidade de bens de valor no apartamento, decidiu subtrair objetos para custear despesas pessoais.
Sobre as especulações de que o crime teria sido motivado por dívidas de jogos de azar, a suspeita negou, alegando que tais débitos já haviam sido quitados. No entanto, no auto de prisão em flagrante, ela optou por permanecer em silêncio.
A Investigação Continua: Houve Cúmplices?
A Polícia Civil de Minas Gerais ainda trabalha para esclarecer se Paola agiu sozinha. Câmeras de segurança registraram um homem aguardando em um carro próximo ao prédio no dia do crime. Embora a suspeita alegue que se tratava apenas de um motorista de aplicativo, a participação deste indivíduo ainda está sob rigorosa investigação.
A arma do crime foi localizada escondida no apartamento e passará por perícia técnica para complementar as provas do caso. A polícia segue em diligências para recuperar os pertences roubados do casal.
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