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Confusão em Blitz: Advogado Tenta ‘Prender’ Agente do Detran-DF após Recusa de Bafômetro

Confusão em Blitz: Advogado Tenta ‘Prender’ Agente do Detran-DF após Recusa de Bafômetro

temp_image_1783706477.14098 Confusão em Blitz: Advogado Tenta 'Prender' Agente do Detran-DF após Recusa de Bafômetro

Tensão em Taguatinga: Discussão entre Advogado e Agente do Detran Viraliza

O que deveria ser uma operação rotineira de fiscalização de trânsito transformou-se em um cenário de caos e discussões acaloradas em Taguatinga, no Distrito Federal. Uma blitz do Detran-DF terminou em confusão após o filho de um condutor abordado, que se identificou como advogado, tentar intervir na ação policial de forma controversa.

O incidente ganhou repercussão nas redes sociais através de um vídeo que mostra o momento exato em que o profissional do direito, ao tentar defender o pai, deu uma “ordem de prisão” a uma agente de trânsito, alegando abuso de autoridade. A servidora, por sua vez, reagiu à situação com palavras de baixo calão, intensificando o conflito.

O Estopim da Confusão: O Teste do Bafômetro

De acordo com as informações fornecidas pelo Detran-DF, a confusão começou quando o condutor, identificado como Sérgio Eduardo, foi submetido ao etilômetro passivo. Este dispositivo, que detecta a presença de álcool no ambiente ao redor do motorista sem a necessidade de contato bucal, indicou a presença de álcool.

Diante do resultado positivo no teste passivo, os agentes solicitaram a realização do teste ativo (aquele em que o condutor sopra o aparelho), porém o motorista recusou-se a fazê-lo. Foi nesse momento que o filho do condutor chegou ao local, iniciando os questionamentos que levaram ao embate.

Você sabe a diferença?

  • Bafômetro Passivo: Detecta partículas de álcool no ar. Não gera multa sozinho, mas serve como indício para a abordagem.
  • Bafômetro Ativo: Exige o sopro do condutor e é o instrumento legal para a aplicação de multas e sanções previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Divergência de Versões: Abuso de Autoridade ou Desacato?

As versões sobre o ocorrido são opostas. O condutor, Sérgio Eduardo, afirmou à imprensa que ele e seu filho, o advogado, apenas solicitaram a ordem de serviço da blitz e que em nenhum momento houve desacato aos agentes públicos. Ele informou que pretende buscar seus direitos junto à Ouvidoria do Detran e da Polícia Militar.

Já o Detran-DF rebateu a tese, afirmando que o familiar do condutor foi “insistente e desrespeitoso”, questionando a escala de serviço e a identificação dos agentes de forma inadequada. O órgão esclareceu pontos fundamentais sobre a legalidade da operação:

  • Desnecessidade de Ordem de Serviço: O Detran informou que não há exigência legal de uma ordem de serviço específica para cada blitz; basta que o agente esteja regularmente escalado.
  • Ato Administrativo Vinculado: A lavratura do auto de infração é um dever do agente ao constatar a irregularidade, não sendo uma escolha discricionária.

Próximos Passos e Apuração

O Detran-DF declarou que está apurando todas as circunstâncias do fato, inclusive a conduta da agente que utilizou palavrões, reforçando que a instituição preza pela urbanidade e pelo respeito no trato com o cidadão.

Este caso levanta um debate importante sobre os limites da atuação de um advogado em situações de flagrante e a conduta esperada de servidores públicos em momentos de alta tensão. O desfecho agora depende das investigações internas e de possíveis ações judiciais movidas pelas partes envolvidas.

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