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Crise na Saúde: Funcionários da Santa Casa de Campo Grande fazem manifestação por salários atrasados

Crise na Saúde: Funcionários da Santa Casa de Campo Grande fazem manifestação por salários atrasados

temp_image_1786228291.247333 Crise na Saúde: Funcionários da Santa Casa de Campo Grande fazem manifestação por salários atrasados

Crise na Saúde: Funcionários da Santa Casa de Campo Grande fazem manifestação por salários atrasados

A tensão tomou conta dos corredores da Santa Casa de Campo Grande nesta sexta-feira (7). Em um ato de desperation e busca por dignidade, cerca de 150 profissionais da saúde, incluindo enfermeiros, técnicos e equipes de apoio, organizaram uma manifestação para protestar contra a persistente falta de pagamento de seus salários.

Este não é um evento isolado. Pelo terceiro mês consecutivo, os trabalhadores se veem obrigados a interromper parcialmente suas rotinas para exigir o básico: o salário na conta no quinto dia útil. Com cartazes gritando por respeito, o clima é de exaustão e indignação.

O cerne do problema: A luta contra o déficit financeiro

De acordo com Osmar Gussi, presidente do SinteSaúde-MS, a instituição alega que a crise financeira é fruto da falta de reajuste nos contratos de prestação de serviço — processo conhecido como contratualização. Segundo a administração do hospital, já são 24 meses sem a atualização desses valores, o que gera um déficit crescente.

No entanto, para o sindicato, essa conta não pode recair sobre os ombros de quem está na linha de frente. “O trabalhador não tem que pagar por falhas administrativas ou falta de repasses governamentais”, pontua Gussi.

Quem são os afetados e qual o impacto no atendimento?

A crise atinge a base de uma estrutura que comporta cerca de 4 mil funcionários. A manifestação evidenciou que o problema é sistêmico, afetando diversos setores essenciais:

  • Enfermagem: Profissionais exaustos com a instabilidade financeira.
  • Equipes de Limpeza: Setor vital para a biossegurança hospitalar.
  • Administrativo e Faturamento: Funcionários que mantêm a engrenagem do hospital girando.

Apesar da mobilização, a liderança sindical garantiu que o atendimento aos pacientes não foi totalmente interrompido, mantendo um contingente mínimo para evitar a desassistência. Contudo, o impacto psicológico é evidente: a alta rotatividade de novos funcionários, que desanimam diante da insegurança salarial, sobrecarrega os profissionais mais antigos.

A resposta da instituição e os próximos passos

A diretora do Siems, Maria Neuza, reforça que a categoria está no limite. A justificativa da Santa Casa — de que não houve repasses das esferas municipal, estadual e federal — não anula o direito ao salário após 30 dias de trabalho dedicado.

Há uma expectativa de que os pagamentos sejam regularizados ainda nesta sexta-feira. Além disso, representantes dos sindicatos planejam reuniões com a Secretaria Municipal de Saúde para buscar uma solução definitiva para a crise financeira da instituição.

Para entender mais sobre os direitos dos trabalhadores da saúde e a regulamentação do SUS, você pode consultar as diretrizes do Ministério da Saúde.


Este conteúdo visa informar sobre a atual situação dos trabalhadores da saúde em Mato Grosso do Sul, destacando a importância da valorização profissional para a manutenção de um sistema de saúde eficiente.

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