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Crise na USP: Estudantes Invadem Reitoria em Protesto por Assistência Estudantil

Crise na USP: Estudantes Invadem Reitoria em Protesto por Assistência Estudantil

temp_image_1778185729.677698 Crise na USP: Estudantes Invadem Reitoria em Protesto por Assistência Estudantil

Tensão na USP: Alunos Invadem Reitoria para Exigir Melhorias na Assistência Estudantil

O clima esquentou na Universidade de São Paulo (USP). Em um movimento drástico para atrair a atenção da gestão universitária, estudantes pularam grades e invadiram a reitoria da instituição. O objetivo central é claro: forçar a retomada das negociações para o fim de uma greve que já dura três semanas.

O Estopim da Invasão

A tensão começou a subir logo nas primeiras horas da manhã, quando discentes bloquearam a entrada do edifício na Cidade Universitária, zona oeste de São Paulo. Após horas sem resposta da gestão do reitor Aluisio Segurado, a situação escalou.

Por volta das 16h, a impaciência tomou conta do grupo. Os manifestantes pularam o gradil e derrubaram o portão de acesso ao prédio aos chutes, resultando na ocupação das salas. Diante do cenário, a Polícia Militar foi acionada para monitorar a situação.

A Disputa Financeira: Propostas vs. Demandas

O ponto nevrálgico do conflito reside nos valores das bolsas de auxílio. A reitoria apresentou propostas de reajuste baseadas no índice IPC-FIPE, mas os números não agradaram os estudantes.

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  • Proposta da Reitoria: O benefício integral do Programa de Apoio à Formação e Permanência Estudantil (Papfe) subiria de R$ 885 para R$ 912.
  • Demanda dos Estudantes: Os alunos exigem que o valor da bolsa integral seja equiparado ao salário-mínimo paulista, saltando para aproximadamente R$ 1.804.

Vale ressaltar que o portal oficial da USP detalha a importância da assistência estudantil, que atende mais de 17 mil alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Além do Dinheiro: RUs e Cotas

Embora as bolsas sejam o foco principal, a pauta dos grevistas é ampla. Outros pontos fundamentais discutidos incluem:

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  • Restaurantes Universitários (RUs): Promessa de contratação de novos funcionários, oferta de três refeições diárias e implementação de café da manhã e almoço aos sábados.
  • Inclusão Social: A criação de grupos de trabalho para discutir cotas específicas para indígenas e pessoas transexuais no vestibular, uma demanda histórica do movimento estudantil.
  • Espaços Acadêmicos: O debate sobre a regulamentação do uso de espaços pelos centros acadêmicos, após a reitoria ter cancelado uma minuta polêmica que impunha regras rígidas de transparência e prestação de contas.

O que acontece agora?

A ocupação da reitoria coloca a gestão da USP sob pressão para encontrar um meio-termo que garanta a permanência dos alunos vulneráveis na universidade sem comprometer o orçamento de 2026, previsto em R$ 461 milhões para a assistência estudantil.

Até o momento, os estudantes permanecem firmes na posição de que a educação pública de qualidade deve vir acompanhada de dignidade financeira para quem mais precisa.

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