Erro Inusitado no Diário Oficial da União: ‘Fulano de Tal’ é Nomeado para Cargo Presidencial

Um Deslize Memorável no Diário Oficial da União
Quem acompanha as publicações do Diário Oficial da União está acostumado a ler nomeações, exonerações e portarias complexas. No entanto, uma publicação recente chamou a atenção não pelo seu conteúdo jurídico, mas por um erro primário e quase cômico de redação administrativa.
Uma portaria, assinada pelo diretor do Departamento de Gestão da Secretaria-Executiva do GSI, Vinícius Damasceno do Nascimento, designou militares para funções na Secretaria de Segurança Presidencial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. O problema? Dois dos nomes designados eram, literalmente, placeholders.
Os ‘Nomeados’ do Dia
Enquanto o sargento da Marinha Márcio Adriano de Jesus Leite foi devidamente identificado, a publicação surpreendeu ao listar como assistentes da Secretaria de Segurança Presidencial as seguintes figuras:
- n
- “Fulano de Tal” (identificado como major do Exército)
- “Cicrano de Tal” (identificado como tenente da Polícia Militar do Distrito Federal)
O equívoco sugere que o modelo do documento não foi devidamente preenchido antes da publicação oficial, resultando em uma nomeação fictícia no veículo mais importante do governo federal.
A Lição de Português: Sicrano ou Cicrano?
Além do erro administrativo, o caso abriu espaço para uma discussão linguística interessante. Para quem gosta de gramática e da norma culta, o termo “Cicrano”, utilizado na portaria, é alvo de debates.
De acordo com o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), da Academia Brasileira de Letras, as formas consagradas para designar pessoas indeterminadas são fulano, sicrano e beltrano.
Embora expressões como “cicrano”, “ciclano” ou “mengano” sejam comuns no uso popular e coloquial, elas não possuem o respaldo da norma culta. Portanto, o documento do Diário Oficial da União errou duas vezes: primeiro ao esquecer de colocar os nomes reais e, segundo, ao utilizar a grafia “cicrano” em vez de “sicrano”.
Por que a revisão é crucial em atos oficiais?
Publicações no Diário Oficial da União (DOU) possuem fé pública e validade jurídica. Erros como este, embora pareçam inofensivos ou engraçados, demonstram a necessidade de processos de revisão rigorosos para evitar questionamentos sobre a integridade e o profissionalismo da gestão pública.
Seja por uma pressa no envio ou falha na conferência, o caso de “Fulano e Cicrano” certamente entrará para a lista de curiosidades dos bastidores da administração pública brasileira.
Compartilhar:


