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Escândalo: Diretor de Igreja é Investigado em Esquema Milionário de Lavagem de Dinheiro

Escândalo: Diretor de Igreja é Investigado em Esquema Milionário de Lavagem de Dinheiro

temp_image_1782670327.475303 Escândalo: Diretor de Igreja é Investigado em Esquema Milionário de Lavagem de Dinheiro

Escândalo: Diretor de Igreja é Investigado em Esquema Milionário de Lavagem de Dinheiro

Uma investigação da Polícia Federal trouxe à tona detalhes chocantes sobre uma complexa rede de lavagem de dinheiro que envolve figuras inesperadas e quantias astronômicas. No centro do escândalo, está uma empresa do Distrito Federal que, segundo inquéritos, seria operada por um diretor de uma igreja — especificamente da Congregação Cristã no Brasil.

A empresa em questão, a Isabela V R O Ltda, é apontada como parte de uma engrenagem financeira utilizada para mascarar a origem de recursos provenientes de crimes graves. Entenda a seguir como funcionava esse esquema e quem são os envolvidos.

O Paradoxo da ‘Empresa de Fachada’ e o Bolsa Família

Um dos pontos mais surrealistas da investigação é a situação da proprietária formal da Isabela V R O Ltda. Registrada como uma empresa de “atividades de ensino”, a companhia operava em um coworking na Asa Sul, mas sua dona oficial, moradora de Valparaíso de Goiás, vivia uma realidade completamente oposta ao fluxo financeiro do negócio.

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  • Movimentação Financeira: A empresa transacionou cerca de R$ 255,38 milhões entre janeiro de 2023 e agosto de 2025.
  • Capital Social: Declarado em apenas R$ 100 mil.
  • A Proprietária: Apesar de ser dona de uma empresa que movimentava milhões, a mulher permanecia inscrita no Cadastro Único do Governo Federal, recebendo R$ 750 do Bolsa Família e trabalhando com um salário mínimo.

Investigadores acreditam que ela era apenas um “laranja” no esquema, já que recebeu apenas R$ 20.440 de toda a operação milionária.

A Conexão com a ‘Farra do INSS’ e a Lavagem de Dinheiro

A Isabela V R O Ltda. teria recebido aproximadamente R$ 18 milhões da Arpar Administração, Participação e Empreendimento S.A., uma holding investigada por ser o núcleo de uma megaestrutura de lavagem de dinheiro. A Arpar é suspeita de processar recursos vindos de diversas fontes ilícitas, incluindo:

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  • Fraudes conhecidas como a “Farra do INSS”;
  • Tráfico de drogas e comércio ilegal de armas;
  • Apostas clandestinas e pagamento de propinas.

Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) do Coaf indicam que a empresa integrava um grupo econômico ligado a Paulo Henrique Venancio da Rocha, diretor de uma unidade da igreja Congregação Cristã no Brasil no DF.

Operação Parasita: O Golpe contra Aposentados no BRB

A investigação não para por aí. O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) identificou que esse modelo de operação — utilizando empresas de fachada em coworkings — é idêntico ao utilizado em fraudes contra clientes do Banco de Brasília (BRB).

A associação Cassisp, ligada a criminosos já presos por fraudes no INSS, é acusada de realizar descontos automáticos indevidos em contas de servidores públicos, focando especialmente em idosos e pessoas vulneráveis. A estimativa da Polícia Civil (PCDF) é que mais de 3,5 mil contas tenham sido afetadas, com prejuízos superiores a R$ 5 milhões.

Resposta das Instituições

O BRB afirmou que a operação policial foi deflagrada após o próprio banco enviar uma notícia crime às autoridades, ao identificar irregularidades de compliance. Como medida imediata, três funcionários foram afastados.

Até o momento, a Congregação Cristã no Brasil não se pronunciou sobre a participação de seu diretor nas investigações. O espaço segue aberto para manifestações.


Este caso reforça a importância da fiscalização rigorosa sobre movimentações financeiras atípicas para combater a corrupção e proteger os cidadãos mais vulneráveis.

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