Escândalo na Polícia Militar: Coronel Acusado de Feminicídio Agora é Denunciado por Assédio Sexual e Perseguição

Novas e Graves Denúncias Abalam a Corporação da Polícia Militar em São Paulo
Um caso que já chocava a opinião pública por sua brutalidade acaba de ganhar novos e perturbadores capítulos. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, que já se encontra detido sob a acusação de feminicídio contra a própria esposa, agora é alvo de uma denúncia formal de assédio sexual, moral, perseguição e coação.
A vítima é uma soldado de 32 anos da Polícia Militar, subordinada ao oficial no 49º Batalhão Metropolitano. A denúncia, protocolada via advogado à Corregedoria da PM, revela um padrão de comportamento abusivo que mistura desejo obsessivo e uso indevido do poder hierárquico.
O Relato: Entre Flores, Mensagens e Perseguição
De acordo com a denúncia de oito páginas, o assédio não ocorreu apenas nos corredores do batalhão, mas extrapolou os limites profissionais. A soldado relata que o oficial descobriu seu endereço residencial e passou a visitá-la sem consentimento.
Os principais pontos da denúncia incluem:
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- Investidas Indesejadas: Mensagens via WhatsApp onde o coronel expressava o desejo de “beijar sua boca” e sugeria um relacionamento “em off”.
- Stalking (Perseguição): Visitas ao prédio da vítima, algumas vezes fardado e utilizando viatura oficial, fato registrado por câmeras de segurança do condomínio.
- Pressão Psicológica: A entrega de buquês de flores não solicitados e gritos no portão do edifício após ter suas investidas recusadas.
Abuso de Autoridade e Medo Hierárquico
Mais do que assédio sexual, o caso expõe a vulnerabilidade de subordinados diante de superiores com comportamento instável. A soldado afirma que o tenente-coronel utilizou sua posição para pressioná-la, oferecendo cargos administrativos como forma de aproximação.
Quando a policial recusou as propostas, o tom mudou para a ameaça. O oficial teria sugerido a transferência compulsória da soldado, gerando um clima de medo que a impediu de denunciar os fatos anteriormente. Segundo seu advogado, Thiago Lacerda, a vítima só se sentiu segura para formalizar a queixa após a prisão do coronel.
A Conexão com o Feminicídio de Gisele Alves
O histórico de violência de Geraldo Neto é alarmante. Em fevereiro, ele foi preso suspeito de matar a esposa, a também policial militar Gisele Alves. Segundo o Ministério Público, o crime teria sido motivado por não aceitar o pedido de separação, que ocorreria após Gisele descobrir traições do marido.
Curiosamente, as investidas contra a soldado assediada ocorriam enquanto o coronel ainda era casado com Gisele. A vítima do assédio reforça que nunca manteve qualquer relação com o oficial, apesar de ter sido alvo de boatos internos na corporação que a apontavam como amante.
Desdobramentos Jurídicos e Administrativos
Atualmente, o tenente-coronel encontra-se detido no Presídio Militar Romão Gomes. Além do processo por feminicídio e fraude processual, ele agora enfrenta a apuração da Corregedoria da Polícia Militar por crimes de:
- Assédio sexual e moral;
- Ameaça e perseguição;
- Descumprimento de missão e fraude processual.
Existe ainda um Conselho de Justificação em andamento, que pode resultar na expulsão da corporação e na perda definitiva de seu posto e patente, o que cessaria o pagamento de seus proventos enquanto preso.
Para saber mais sobre como denunciar casos de violência contra a mulher e assédio, acesse o canal oficial do Ministério das Mulheres ou ligue para o 180 (Central de Atendimento à Mulher).
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