Escândalo na Saúde de Tocantins: Secretária de Palmas é presa em operação sobre UPAs

Escândalo em Tocantins: Secretária de Saúde de Palmas e Superintendente são presos por Fraude em UPAs
Um terremoto político e administrativo abalou a capital de Tocantins nesta quarta-feira (10). Em uma operação impactante da Polícia Civil, a secretária de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, foram presos preventivamente. O motivo? Uma investigação profunda sobre irregularidades graves na terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade.
O Centro da Polêmica: Contratos Milionários e ‘Portas Fechadas’
A investigação gira em torno de um contrato vultoso de R$ 139 milhões firmado com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, iniciado em março de 2026 para a gestão das UPAs Norte e Sul de Palmas. O que deveria ser um processo transparente transformou-se, segundo o Ministério Público do Tocantins (MPTO), em um esquema de direcionamento.
De acordo com as apurações, o processo teria sido marcado por:
- n
- Reuniões Secretas: Acordos feitos a portas fechadas para garantir a contratação de uma instituição específica.
- Pressão sobre Servidores: Funcionários da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) teriam sido coagidos a assinar pareceres favoráveis sem sequer ter acesso ao plano de trabalho.
- Falsidade Ideológica: Indícios de documentos com datas manipuladas para justificar a dispensa de licitação.
O Luxo no Meio da Crise: A BMW de R$ 228 Mil
Um dos detalhes mais chocantes revelados pela Polícia Civil é o suposto suborno envolvendo um veículo de luxo. O Ministério Público indica que uma empresária, suspeita de atuar como lobista, teria alugado uma BMW X1 (modelo 2025/2026) apenas um dia antes da assinatura da dispensa do chamamento público.
O veículo, com custo de locação global de aproximadamente R$ 228.576,00, teria sido entregue ao superintendente Andreis Vicente, que era visto utilizando o carro constantemente. A empresária envolvida já possui um histórico judicial, respondendo por improbidade administrativa e desvios de verbas na saúde durante a pandemia de Covid-19.
Quem são os envolvidos e qual a situação atual?
Além da secretária e do superintendente, a polícia procura a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, apontada como a peça-chave na articulação do contrato. Enquanto isso, a defesa dos presos alega que as prisões são “desproporcionais” e que ainda não tiveram acesso total aos autos do processo.
Posicionamento da Prefeitura: A Procuradoria-Geral do Município de Palmas informou que acompanha o caso e aguarda informações oficiais. A prefeitura garantiu que, apesar das prisões, o atendimento nas UPAs segue normal para a população de Tocantins.
O que acontece agora?
O Ministério Público do Tocantins já solicitou a anulação imediata do contrato de R$ 139 milhões, argumentando que a falta de publicidade e a ausência de concorrência ferem os princípios da administração pública. Os detidos agora aguardam audiência de custódia para que a Justiça decida a manutenção das prisões.
Este caso reforça a importância da fiscalização rigorosa sobre os gastos públicos na saúde, especialmente em contratos de alta monta que impactam diretamente a vida do cidadão tocantinense.
Compartilhar:


