Escândalo no Judiciário: Juiz afastado após beber vinho em sessão e polêmica sobre seu alto salário

Escândalo no Judiciário: Juiz é afastado após beber vinho em sessão virtual em Minas Gerais
Um caso chocante abalou as estruturas do Judiciário mineiro nesta semana. O juiz Milton Lívio Lemos Salles, titular de uma vara criminal em Belo Horizonte, foi afastado de suas funções após ser flagrado em um comportamento absolutamente incompatível com a dignidade do cargo: beber vinho e fumar durante uma sessão de julgamento virtual.
O Incidente: Vinho e Maçarico em Pleno Julgamento
As imagens, que rapidamente circularam e causaram indignação, mostram o magistrado virando uma garrafa de vinho e utilizando um maçarico para acender um cigarro enquanto deveria conduzir os trabalhos jurídicos. O juiz, que atua no 4º Núcleo de Justiça 4.0 Cível Família do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), agora enfrenta as consequências de seus atos.
O Polêmico Salário do Magistrado
Um dos pontos que mais gerou repercussão foi a divulgação da remuneração do magistrado. De acordo com a folha de pagamento do TJMG, Milton Lívio recebeu a quantia líquida de R$ 83.583,55 em junho de 2026.
A discussão sobre o salário de juízes ganha força em casos como este, onde o alto investimento público em remunerações contrasta com condutas que ferem a ética e a seriedade da justiça brasileira.
Medidas Imediatas e Sanções
A resposta das autoridades foi rápida. Tanto a Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais quanto o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinaram o afastamento imediato do juiz. Entre as punições aplicadas, destacam-se:
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- Redistribuição de Processos: Todas as ações sob relatoria de Salles serão repassadas a outro magistrado.
- Restrição de Acesso: Proibição de entrar nos prédios do tribunal para fins funcionais.
- Uso de Veículos: Impedimento total de utilizar veículos oficiais do Estado.
Um Histórico de Controvérsias
Este não parece ser um episódio isolado. O histórico do magistrado revela outros comportamentos problemáticos:
- Medidas Protetivas: A companheira do juiz solicitou proteção judicial após relatar ameaças e intimidações, incluindo a ameaça de incendiar o sítio da mãe dela.
- Embriaguez em 2020: Em outra ocasião, o juiz teria comparecido ao prédio de uma desembargadora apresentando sinais claros de embriaguez e portando uma lata de cerveja, o que resultou em uma pena de advertência em 2022.
O Que Pode Acontecer Agora?
Especialistas em Direito Público afirmam que as penalidades para casos dessa natureza podem variar drasticamente. Desde uma simples advertência até a perda definitiva do cargo.
Existe a possibilidade da chamada “disponibilidade remunerada”, onde o juiz fica afastado por até dois anos, recebendo remuneração proporcional. Para retornar ao cargo após esse período, seria necessária uma rigorosa reavaliação psicológica e técnica, além de análise de sua vida pregressa.
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