Eugênio Aragão rompe sociedade com Willer Tomaz após escândalo de lavagem de dinheiro

Ruptura Ética: Eugênio Aragão encerra parceria com Willer Tomaz
Em um movimento estratégico para preservar sua reputação e rigor ético, o advogado e ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, anunciou a dissolução de sua sociedade profissional com o advogado Willer Tomaz. A decisão ocorre em um momento delicado, onde Tomaz se tornou o centro de graves investigações conduzidas pelas autoridades brasileiras.
O Centro da Polêmica: Operação Sem Desconto
A separação não é coincidência. Willer Tomaz é um dos alvos da Operação Sem Desconto, uma investigação rigorosa da Polícia Federal. As suspeitas recaem sobre a utilização de casas de apostas online como mecanismo para a lavagem de dinheiro. Vale ressaltar que as investigações também alcançam figuras públicas de alto escalão, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Incompatibilidade de Perfis e Ética Profissional
Eugênio Aragão, reconhecido por sua trajetória como membro do Ministério Público Federal e professor titular de direito na Universidade de Brasília, foi enfático ao justificar o rompimento. Para ele, a conduta e as atividades paralelas de Willer Tomaz são incompatíveis com o rigor ético que rege sua atuação na advocacia.
“Meu trabalho profissional é estritamente de advocacia e sou muito rigoroso na ética da atuação. Willer tem outras atividades que desconheço, mas que lhe dão um perfil que não se compatibiliza com o meu”, afirmou Aragão.
Uma Sociedade “Apenas no Papel”
Um ponto revelador deste caso é a estrutura da parceria. Embora formalmente fossem sócios, a distribuição de cotas era extremamente desproporcional:
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- Willer Tomaz: detentor de 99,99% do escritório.
- Eugênio Aragão: detentor de apenas 0,01% da banca.
Na prática, Aragão atuava como um colaborador remunerado via salário fixo, e não como um sócio com participação real nos lucros, que ocorreram apenas uma vez no segundo semestre de 2023. O ex-ministro revelou ainda que a formalização da saída estava pendente apenas para honrar compromissos com clientes já estabelecidos.
A Surpresa: Assinaturas Não Autorizadas
O estopim para a aceleração do processo de separação foi a descoberta chocante de que o nome de Eugênio Aragão estava sendo utilizado para assinar documentos nos quais ele sequer teve acesso. Este fato reforça a urgência do protocolo de dissolução da sociedade junto à OAB-SP, previsto para a próxima segunda-feira.
Este caso acende um alerta sobre a importância da due diligence em parcerias profissionais e a vigilância constante sobre a gestão de nomes e assinaturas no âmbito jurídico.
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