Ex-delegado da PF é preso por tentativa de furto em supermercado na Barra da Tijuca

Ex-delegado da PF é preso após tentativa de furto em supermercado na Barra da Tijuca
Um episódio inusitado e chocante movimentou a Zona Oeste do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (20). Hélio Khristian Cunha de Almeida, delegado aposentado da Polícia Federal, foi preso em flagrante sob a suspeita de tentativa de furto em um supermercado localizado na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca.
O caso, que mistura a queda de uma figura de alta patente da lei com um crime comum, chama a atenção não apenas pelo ato em si, mas pelo histórico do envolvido.
Como ocorreu a tentativa de furto
De acordo com informações fornecidas pela Polícia Militar, o modus operandi utilizado por Hélio foi tentativo. O ex-delegado teria passado pelo caixa do estabelecimento e efetuado o pagamento de apenas uma parte de suas compras. De forma premeditada, ele teria colocado os demais itens — avaliados em aproximadamente R$ 500,00 — em outras sacolas para tentar evadir-se sem pagar.
A estratégia, porém, não funcionou. Um segurança do supermercado percebeu a movimentação suspeita e abordou o homem ainda no estacionamento, acionando imediatamente a gerência e as autoridades policiais.
Um detalhe alarmante revelado por um funcionário do local é que esta não teria sido a primeira vez que Hélio tentou realizar a mesma prática. Em uma ocasião anterior, ele teria sido flagrado, mas, após ser orientado a quitar as mercadorias, foi liberado sem a intervenção da polícia.
Um histórico marcado por polêmicas
Hélio Khristian não é um nome desconhecido nas páginas policiais. O delegado aposentado já esteve no centro de investigações complexas, incluindo o caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Naquela ocasião, ele foi investigado por suposta tentativa de obstrução de justiça. A Polícia Federal descobriu que uma testemunha teria sido “plantada” para desviar o rumo das investigações. Apesar da gravidade das acusações, Hélio foi absolvido em 2023, e o caso foi arquivado.
Além disso, o ex-delegado já enfrentou outros processos:
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- Concussão: Foi denunciado pelo Ministério Público Federal por irregularidades em um inquérito de 2005, mas também foi absolvido por falta de provas.
- Processo Administrativo: Respondeu a processos disciplinares, porém, algumas sanções não foram aplicadas devido à prescrição.
- Extorsão: Atualmente, ainda responde a um processo disciplinar por suspeita de extorsão.
Desfecho e providências legais
Após a prisão em flagrante, o caso foi registrado na 16ª DP (Barra da Tijuca), onde todas as medidas legais estão sendo tomadas. O crime de furto, mesmo em valores considerados baixos para alguns, gera repercussão significativa quando cometido por alguém que, por anos, representou a aplicação da lei no país.
O caso agora segue para a justiça, que determinará a pena e as consequências judiciais para o ex-delegado.
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