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Golpe do Taxímetro no Galeão: Veja Como Funcionava a Fraude Ligada ao Crime Organizado

Golpe do Taxímetro no Galeão: Veja Como Funcionava a Fraude Ligada ao Crime Organizado

temp_image_1791537254.792927 Golpe do Taxímetro no Galeão: Veja Como Funcionava a Fraude Ligada ao Crime Organizado

Golpe do Taxímetro no Galeão: Veja Como Funcionava a Fraude Ligada ao Crime Organizado

Imagine desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, e descobrir que uma corrida de 22 quilômetros até Copacabana, que deveria custar um valor tabelado, saltou para impressionantes R$ 900. Parece cena de filme, mas era a realidade de muitos turistas e viajantes no Rio de Janeiro.

Uma investigação da Polícia Civil revelou um esquema sofisticado de fraudes em taxímetros, operado por motoristas e “jóqueis”, com a conivência e o controle de facções criminosas. Veja a seguir os detalhes dessa operação que chocou a cidade.

O Mecanismo do Golpe: O Botão Invisível

A fraude não era simples, mas sim tecnológica. Os taxistas envolvidos utilizavam um pequeno dispositivo eletrônico instalado no taxímetro, acionado por um botão escondido sob o tapete do motorista. Ao apertar esse botão, pulsos eletrônicos faziam o valor da corrida disparar, acrescentando cerca de 20% ao preço a cada acionamento.

Para que o golpe funcionasse, havia toda uma engrenagem de cooptação:

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  • Os “Jóqueis”: Homens que atuam irregularmente no saguão de desembarque, abordando turistas e convencendo-os a pegar táxis específicos.
  • A Logística: O jóquei ligava para o taxista, que aguardava em ruas próximas ao Morro do Barbante, longe da fiscalização imediata do aeroporto.
  • O Pagamento: Para operar nesse esquema, os motoristas pagavam taxas diárias ao crime organizado para garantir “proteção” e espaço de estacionamento.

A Conexão com o Crime Organizado

A investigação apontou que o esquema era controlado pelo Comando Vermelho (CV). Os taxistas pagavam uma taxa de R$ 120, enquanto os jóqueis desembolsavam R$ 50 diários para integrar a rede. Estima-se que cerca de 200 veículos estivessem circulando com o dispositivo fraudulento.

Este caso evidencia a expansão dos negócios das facções criminosas no Rio de Janeiro. Além do controle territorial, o CV tem diversificado suas atividades para áreas inusitadas, como:

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  • Criptomoedas: Estruturas clandestinas de mineração de moedas digitais.
  • Telecomunicações: Exploração de provedores de internet em diversos municípios fluminenses.
  • Serviços Essenciais: Venda ilegal de gás de cozinha e extorsão de comerciantes locais.
  • Mercado Imobiliário: Domínio de imóveis em regiões como Jacarepaguá.

Como se Proteger de Fraudes no Aeroporto

A Superintendência Executiva de Táxi da Prefeitura do Rio informou que os motoristas comprovadamente envolvidos terão suas licenças cassadas. Para evitar cair em golpes semelhantes, a administração do Aeroporto do Galeão recomenda:

  1. Ignore abordagens no saguão: Não aceite indicações de pessoas que se oferecem para conseguir táxis na saída do desembarque.
  2. Utilize os guichês oficiais: Dirija-se exclusivamente aos pontos de embarque credenciados e sinalizados.
  3. Fique atento ao taxímetro: Caso perceba saltos anormais nos valores, anote a placa do veículo e denuncie imediatamente às autoridades.

A segurança do passageiro depende da vigilância e do uso de canais oficiais. Em caso de irregularidades, procure a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

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