Greve de Caminhoneiros Interdita BR-101 na Grande Natal: Entenda os Impactos e Reivindicações

Greve de Caminhoneiros Impacta o Trânsito na BR-101 na Grande Natal
Na manhã desta segunda-feira (25), motoristas e transportadores enfrentaram sérios transtornos na Grande Natal. Uma paralisação estratégica de caminhoneiros interditou a BR-101, especificamente no trecho de Parnamirim, sentido Natal, gerando congestionamentos e alertando para a tensão no setor de transportes rodoviários de cargas no Rio Grande do Norte.
A pista, que é uma das principais artérias logísticas da região, foi liberada por volta das 8h30, mas o clima de incerteza permanece entre os trabalhadores da categoria.
O Motivo da Paralisação: A Luta pelo Reajuste Salarial
O movimento é liderado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas no Estado do Rio Grande do Norte (Sintrocern). O ponto central do conflito é a questão financeira: a categoria reivindica um reajuste salarial de 16%, alegando a necessidade de recomposição de renda e melhoria nas condições de trabalho.
A disputa, no entanto, encontrou resistência no lado patronal. Durante audiências recentes, as empresas de transportes chegaram a propor um aumento significativamente menor, de apenas 4,11%, criando um impasse que culminou nas interdições nas rodovias.
Negociações no TRT-RN: Existe um Acordo?
Para tentar mediar a crise, o Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) promoveu uma audiência entre os representantes dos caminhoneiros e as empresas de logística (Setcern).
Embora não tenha havido um acordo definitivo, houve um avanço nas conversas: os caminhoneiros aceitaram reduzir a pretensão para um reajuste de 7%, desde que as demais cláusulas coletivas continuem sendo discutidas. Por outro lado, as empresas solicitaram um prazo de aproximadamente 20 dias para avaliar a viabilidade desse novo percentual junto às suas assembleias.
Regras para a Manutenção de Serviços Essenciais
A desembargadora Isaura Maria Barbalho Simonetti, vice-presidente do TRT-RN, enfatizou que qualquer movimento grevista deve respeitar a legislação vigente, especialmente no que tange às atividades essenciais. Para evitar o colapso do abastecimento, ficou determinado que:
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- Manutenção de Atividades: Deve-se manter, no mínimo, 40% da operação de transporte.
- Trânsito Livre: Estão totalmente isentos da paralisação os transportes de:
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- Insumos hospitalares e medicamentos;
- Oxigênio;
- Carga viva.
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O que esperar para os próximos dias?
A situação na BR-101 e na Grande Natal permanece sob observação. Enquanto as empresas avaliam a proposta de 7%, o sindicato mantém a pressão para que a categoria não seja prejudicada. A logística regional depende desse desfecho para normalizar o fluxo de mercadorias e evitar novos bloqueios que impactem a economia local.
Para mais informações sobre a malha rodoviária e condições de tráfego, recomendamos acompanhar as atualizações oficiais do Ministério dos Transportes.
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