Greve de Ônibus em Manaus: Frota 100% Paralisada por Atraso de Salários

Greve de Ônibus em Manaus: Entenda por que a frota está 100% paralisada
A mobilidade urbana na capital amazonense entrou em colapso nesta segunda-feira (20). Uma greve de ônibus em Manaus paralisou totalmente a frota de transporte coletivo, deixando milhares de passageiros desamparados e gerando congestionamentos em pontos estratégicos da cidade.
O movimento, deflagrado pelos rodoviários, não é apenas uma manifestação isolada, mas o resultado de um conflito financeiro entre os trabalhadores e as empresas operadoras.
O motivo da paralisação: Atrasos salariais
O estopim para a greve foi o descumprimento de prazos para o pagamento de salários. De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, as empresas não efetuaram o pagamento da primeira parcela dos vencimentos até o início da tarde de segunda-feira.
Vale destacar que existe uma determinação judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) que estabelece um cronograma rigoroso de pagamentos:
- n
- Até o dia 20 de cada mês: Pagamento de 40% do salário (ou dia útil anterior).
- Até o 5º dia útil do mês seguinte: Pagamento dos 60% restantes.
Segundo Givancir Oliveira, presidente do sindicato, a categoria não teve alternativa a não ser “cruzar os braços” diante da nova quebra de acordo.
Impactos imediatos na capital amazonense
A paralisação de 100% da frota causou reflexos imediatos no trânsito de Manaus. Veículos parados bloquearam vias arteriais, com destaque para as avenidas Leonardo Malcher e Constantino Nery, especialmente nas proximidades do Terminal de Integração 1 (T1).
Para quem depende do transporte público, a situação é crítica, evidenciando a fragilidade do sistema de mobilidade da cidade diante de conflitos trabalhistas.
O embate: Sindicato vs. Sinetram
Enquanto os trabalhadores exigem seus direitos, o Sinetram (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas) afirma ter sido pego de surpresa. A entidade alega que não houve aviso prévio sobre a paralisação e que o sindicato não buscou diálogo antes de interromper as atividades.
O Sinetram informou que já está adotando as medidas judiciais cabíveis para tentar restabelecer a operação do transporte coletivo o mais rápido possível.
O que a lei diz sobre a greve de transporte?
Para que um movimento seja considerado legal, ele deve seguir a Lei nº 7.783/1989. No caso de serviços essenciais, como o transporte público, a legislação exige:
- n
- Deliberação formal em assembleia da categoria.
- Comunicação prévia às autoridades e usuários.
- Manutenção de serviços mínimos para atender necessidades inadiáveis da população.
A prefeitura de Manaus, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre as medidas de contingência para auxiliar a população durante a greve.
Continue acompanhando as atualizações sobre a greve de ônibus em Manaus para saber quando o serviço será normalizado.
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