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Injeção por Engano: Tutora de Cachorro Processa Clínica após Receber Medicamento Veterinário no Braço

Injeção por Engano: Tutora de Cachorro Processa Clínica após Receber Medicamento Veterinário no Braço

temp_image_1779961587.115652 Injeção por Engano: Tutora de Cachorro Processa Clínica após Receber Medicamento Veterinário no Braço

Um Erro Inadmissível: Quando a Injeção Errada Gera um Processo Judicial

Imagine levar seu animal de estimação para um atendimento de rotina e acabar saindo da clínica com um medicamento veterinário correndo nas suas veias. Parece cena de filme, mas foi exatamente isso que aconteceu com a tutora de uma cadela chamada Olívia, em Vinhedo (SP). O incidente, que envolveu a aplicação acidental de uma injeção de antibiótico no braço da cliente, resultou em complicações de saúde e agora em uma batalha judicial.

O Incidente: Como Aconteceu a Falha

O caso ocorreu enquanto a tutora segurava a cadela Olívia no colo para que a veterinária pudesse administrar a medicação. Em um momento de distração grave, a profissional aplicou o enrofloxacino — um antibiótico destinado exclusivamente ao uso animal — diretamente no braço da mulher.

A veterinária admitiu a falha logo após o ocorrido, mas os danos já estavam feitos. O enrofloxacino não é formulado para humanos, o que torna a situação ainda mais alarmante do ponto de vista médico.

Consequências para a Saúde e Atendimento Médico

Imediatamente após a injeção, a vítima relatou dores intensas e ardência no local. A reação alérgica foi severa, exigindo que ela buscasse socorro urgente em duas instituições de saúde:

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  • Santa Casa Municipal de Vinhedo: Onde recebeu os primeiros cuidados para conter a reação alérgica imediata.
  • Hospital Sírio-Libanês: Para a realização de exames detalhados e tratamento contínuo com corticoides e outros antibióticos para tratar o edema formado no braço.

A Batalha Judicial e a Indenização

Diante da negligência, a tutora ingressou com uma ação na 1ª Vara Cível de Vinhedo, buscando a reparação pelos danos sofridos. O valor total da causa chega a R$ 52.357,18, divididos da seguinte forma:

  • Danos Materiais (R$ 2.357,18): Referentes a gastos com medicamentos, exames e consultas médicas.
  • Danos Morais (R$ 50.000,00): Justificados pelo abalo emocional, a dor física e a evidente falha na prestação do serviço.

Além da esfera cível, o caso foi registrado na Polícia Civil como lesão corporal culposa (quando não há intenção de causar o dano). A veterinária chegou a firmar um acordo com o Ministério Público, prevendo o pagamento de um salário mínimo como prestação pecuniária.

O Posicionamento da Clínica Veterinária

Em nota oficial, o Hospital Veterinário PetSon afirmou que o episódio foi um “fato isolado”. A clínica, que atua há mais de 13 anos na região, destacou que prestou assistência imediata à cliente e que preza pelo atendimento humanizado. A defesa da instituição informou que aguarda a citação formal no processo para apresentar seus argumentos técnicos e jurídicos.

Casos como este ressaltam a importância da fiscalização rigorosa em clínicas de saúde, sejam elas humanas ou animais. Para entender mais sobre a regulamentação da profissão e a ética veterinária, você pode consultar o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

Este caso serve como um alerta sobre a segurança do paciente (e do tutor) durante procedimentos clínicos, reforçando que a atenção redobrada é a única forma de evitar erros irreversíveis.

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