Juiz Eduardo Appio perde cargo após ser flagrado furtando garrafas de champanhe: Entenda o caso

Escândalo no Judiciário: Juiz Eduardo Appio Perde Cargo Após Furtos de Champanhe
Em uma reviravolta surpreendente que chocou a comunidade jurídica e a opinião pública, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) determinou a perda do cargo, sem direito a salário, do juiz federal Eduardo Appio. A decisão, tomada pela Corte Especial Administrativa, ocorreu após a divulgação de imagens que mostram o magistrado cometendo furtos em um supermercado na cidade de Blumenau, Santa Catarina.
A decisão foi expressiva, com um placar de 14 votos a dois, evidenciando a gravidade da conduta do magistrado. Agora, o processo segue para a avaliação final do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão máximo de controle do Judiciário brasileiro.
As Provas: Câmeras de Segurança Revelam a Ação
O que torna o caso ainda mais emblemático são as imagens de segurança do estabelecimento. Nos vídeos, Eduardo Appio aparece de forma casual — vestindo camiseta azul e bermuda — circulando pelos corredores. O modus operandi era repetitivo:
- O flagrante: Em um dos episódios, o juiz é visto pegando uma garrafa de champanhe francesa e escondendo-a em uma sacola antes de tentar sair do mercado.
- A abordagem: Ele foi interceptado por seguranças antes de chegar ao estacionamento, sendo conduzido a uma sala onde a mercadoria foi recuperada.
- Reincidência: As investigações da Polícia Civil de Santa Catarina revelaram que este não foi um fato isolado. Imagens de outras datas (20 de setembro e 4 de outubro) mostram o magistrado saindo do local sem pagar por garrafas da mesma marca.
O Detalhe que Levou à Identificação
Apesar de tentar manter a discrição, um detalhe crucial permitiu a identificação do suspeito. Após o crime, o indivíduo deixou o supermercado em um veículo Jeep Compass Longitude D. Ao consultarem a placa do carro, as autoridades constataram que o veículo estava registrado no nome de Eduardo Appio.
Histórico e Atuação na Operação Lava Jato
Eduardo Appio não é um nome desconhecido nos bastidores do direito. O magistrado já havia atuado em processos da Operação Lava Jato em 2023, mas foi afastado daquela operação pelo próprio CNJ, sendo posteriormente transferido para a vara de processos previdenciários.
O afastamento provisório do cargo já ocorria há cerca de oito meses, desde que as primeiras suspeitas de furto vieram à tona em outubro de 2025. A decisão atual do TRF-4 transforma esse afastamento em perda definitiva do cargo, dada a incompatibilidade da conduta com a dignidade da função judicante.
Até o momento, a defesa de Eduardo Appio não se pronunciou oficialmente sobre a decisão do tribunal.
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