Justiça determina penhora de 20% dos contratos de Cafu por dívida de aluguel

Penhora de Créditos: Justiça Bloqueia Parte dos Ganhos de Cafu
O mundo do esporte e do direito se cruzaram em uma decisão judicial recente que impacta diretamente as finanças do ex-lateral direito e pentacampeão da Seleção Brasileira, Cafu. A 2ª Vara de Bertioga, em São Paulo, determinou a penhora de 20% dos pagamentos provenientes de contratos de publicidade e prestação de serviços do atleta.
A medida foi tomada para garantir a execução de uma dívida de aluguel que soma aproximadamente R$ 1,1 milhão. O caso levanta discussões importantes sobre a penhora de direitos creditórios e a responsabilidade contratual.
Quais empresas foram afetadas pela decisão?
Para garantir que o valor seja recolhido, a Justiça enviou notificações a diversas empresas que possuem vínculos contratuais com Cafu. A decisão obriga que essas companhias apresentem cópias dos contratos e depositem 20% dos valores brutos em uma conta judicial.
Entre as empresas citadas no processo, destacam-se:
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- CazéTV: Onde o ex-jogador atua como comentarista.
- SPBRT Interactive (Superbet): Plataforma de apostas esportivas.
- Outras empresas de marketing, licenciamento e exploração de imagem.
A origem da disputa: O contrato de comodato
O imbróglio jurídico começou com uma ação movida pelo Banco Industrial do Brasil. Segundo a instituição, foi firmado um contrato de comodato (empréstimo gratuito de bem imóvel) com Cafu, com prazo de validade de um ano.
O banco alega que, após o término do prazo acordado, o ex-jogador não desocupou o imóvel. Diante disso, a ação judicial solicitou o pagamento de multas e aluguéis retroativos pelo período de ocupação indevida. A Justiça considerou a ação procedente, embora a defesa de Cafu ainda tente reverter a decisão através de recursos.
O que é a Penhora de Direitos Creditórios?
Neste caso, a justiça utilizou a penhora de direitos creditórios. Diferente da penhora de um imóvel ou veículo, esse mecanismo recai sobre valores que o devedor tem a receber de terceiros (créditos futuros).
Os advogados do banco argumentaram que, devido à “expressiva exposição midiática” de Cafu, especialmente em períodos de Copa do Mundo, a penhora sobre contratos publicitários seria a forma mais eficaz de garantir o pagamento da dívida.
Para entender mais sobre a legislação que rege esse tipo de medida, você pode consultar o Código de Processo Civil (CPC), que detalha as regras de penhora e execução de dívidas no Brasil.
Posicionamento da Defesa
Até o momento, a defesa de Cafu solicitou a suspensão do cumprimento da sentença, alegando que existem recursos pendentes de julgamento. Além disso, os advogados contestam os cálculos do débito, afirmando que o valor cobrado extrapola os limites fixados na sentença original.
O caso segue em tramitação, aguardando a análise dos recursos judiciais para definir a continuidade dos bloqueios financeiros.
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