Luto no Jornalismo: A Trajetória de Okky de Souza, Ícone da Crítica Cultural e do Rock Brasileiro

Luto na Cultura: Quem foi Okky de Souza, o Jornalista que Moldou a Crítica Musical Brasileira
O cenário cultural brasileiro amanheceu mais triste com a partida de Okky de Souza, um dos nomes mais influentes e respeitados do jornalismo de cultura no país. A notícia, que pegou a comunidade artística de surpresa, foi compartilhada pelo repórter e apresentador de podcast Sérgio Martins via Instagram.
Okky não era apenas um redator; ele era um curador de talentos e um verdadeiro entusiasta da música, desempenhando um papel fundamental na consolidação do rock nacional na imprensa brasileira.
Uma Carreira Marcada por Grandes Publicações
A trajetória de Okky de Souza se confunde com a história da imprensa especializada no Brasil. Sua competência como jornalista o levou a integrar redações de altíssimo prestígio, deixando um legado de textos analíticos e apaixonados.
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- Rolling Stone: Okky fez parte da primeira edição brasileira da lendária revista Rolling Stone na década de 1970, ajudando a moldar a linguagem da crítica musical no país.
- Revista Veja: Sua passagem pela Veja reforçou sua posição como uma voz autoritária e respeitada no debate cultural.
- Divulgação do Rock: Ele é lembrado como um dos maiores divulgadores do rock brasileiro, dando visibilidade a artistas que definiram gerações.
O Encontro com Roberto Carlos e o Livro Inédito
Um dos capítulos mais curiosos de sua carreira ocorreu no ano 2000, quando o “Rei” Roberto Carlos escolheu Okky de Souza para assinar sua biografia oficial. Na época, em declaração à Folha de S.Paulo, Okky demonstrou sua modéstia característica ao afirmar que atuaria apenas como ghost-writer, deixando a autoria principal para o cantor.
Apesar da expectativa e do rigor técnico do jornalista, a obra nunca chegou a ser lançada, tornando-se um dos “tesouros perdidos” da literatura biográfica musical brasileira.
O Homem por Trás da Caneta
Apesar da relevância de seu trabalho, Okky de Souza sempre manteve a discrição. Conforme ressaltado por Sérgio Martins, o jornalista era extremamente tímido, o que explica a escassez de registros fotográficos recentes do profissional.
Sua partida deixa um vazio imenso para aqueles que acreditam no poder da crítica bem fundamentada e no papel do jornalista como ponte entre a arte e o público. Okky de Souza deixa a cena cultural, mas sua influência permanece viva em cada acorde de rock brasileiro que ecoa nas páginas da história da música.
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