Marcos Harter é Punido pelo Conselho Federal de Medicina: Entenda o Caso de Negligência e Imprudência

Decisão do CFM: Marcos Harter é punido por infrações ao Código de Ética Médica
O médico gaúcho Marcos Harter, que ganhou notoriedade nacional como participante do reality show Big Brother Brasil 17, tornou-se alvo de uma nova sanção profissional. Desta vez, a punição veio do Conselho Federal de Medicina (CFM), após a constatação de negligência, imprudência ou imperícia no exercício de suas funções.
A decisão, publicada oficialmente no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (21), detalha que o profissional infringiu pontos cruciais do Código de Ética Médica, comprometendo a qualidade e a segurança do atendimento aos seus pacientes.
Quais foram as irregularidades cometidas?
De acordo com a publicação oficial, Marcos Harter violou os artigos 1º, 23 e 32 das normas éticas da profissão. As principais falhas apontadas foram:
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- Negligência, Imprudência ou Imperícia: Causar danos aos pacientes por falta de cuidado ou competência técnica;
- Desrespeito à Dignidade Humana: Determinar tratamentos que não respeitem a dignidade do paciente;
- Abandono de Protocolos Científicos: Deixar de utilizar meios diagnósticos e terapêuticos reconhecidos cientificamente em benefício do paciente.
Qual a penalidade aplicada?
A sanção imposta ao médico foi a de “censura pública em publicação oficial”. Embora a medida represente uma mancha no histórico profissional do médico, ela não impede a continuidade do exercício da medicina.
O processo administrativo teve início em 2022. Harter chegou a apresentar recurso contra a decisão, porém a apelação foi rejeitada por unanimidade pelos conselheiros.
Um histórico de controvérsias
Este não é o primeiro episódio polêmico envolvendo Marcos Harter. O médico é frequentemente lembrado por sua passagem conturbada pelo BBB 17, onde foi expulso do programa após acusações de agressão contra Emily Araújo, campeã daquela edição.
Além disso, em 2020, Harter enfrentou a suspensão de seu registro profissional por um período de seis meses. Na ocasião, ele foi punido por propaganda ilegal, ao oferecer cirurgias de silicone para pacientes em Santa Catarina — estado onde não possuía registro legal para atuar. Os anúncios, veiculados em suas redes sociais, ofereciam o procedimento por R$ 6.950.
Até o momento, nem a defesa de Marcos Harter nem o Conselho Federal de Medicina emitiram notas oficiais sobre a publicação mais recente. O espaço permanece aberto para manifestações de ambas as partes.
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