Marrocos em Destaque: Rabat é a Nova Capital Mundial do Livro da UNESCO

Do Rio para Rabat: Uma Ponte Cultural entre Brasil e Marrocos
O mundo da literatura celebra um marco significativo em 2026. Em uma cerimônia repleta de simbolismo, a cidade de Rabat, no Marrocos, recebeu oficialmente do Rio de Janeiro o título de Capital Mundial do Livro da UNESCO. Mais do que uma simples honraria, essa sucessão representa um compromisso global em reafirmar o livro como uma ferramenta indispensável de emancipação individual e coesão social.
O Rio de Janeiro, que em 2025 fez história ao ser a primeira cidade lusófona a conquistar a distinção sob o lema “Rio de Janeiro Continua Lendo”, deixa um legado de democratização da leitura. Agora, Rabat assume esse protagonismo, trazendo a riqueza de sua identidade africana e árabe e uma tradição milenar de preservação e transmissão do conhecimento.
O Desafio da Leitura na Era Digital
Tanto no Brasil quanto no Marrocos, existe um ponto em comum: populações jovens, hiperconectadas e abertas ao novo. No entanto, há um desafio compartilhado: a queda nos índices de leitura entre os jovens. O problema, porém, não é a falta de interesse, mas a percepção equivocada de que o livro é apenas uma obrigação escolar.
O objetivo atual é transformar a leitura em um hábito desejável. Em um mundo fragmentado e veloz, as obras literárias oferecem a profundidade e a emoção que as redes sociais não conseguem suprir. A meta não é combater as telas, mas integrar a leitura como um tempo de escolha, valorização e presença no espaço público.
Iniciativas Inovadoras em Rabat
Para tornar a leitura acessível a todos, Rabat implementou projetos criativos que levam a cultura onde o povo está. Confira algumas das principais ações:
- Qra Twsel: Uma iniciativa inovadora que leva livros para dentro dos bondes da cidade, transformando o transporte público em salas de leitura.
- Leitura Inclusiva: Programas que alcançam hospitais pediátricos, centros de reinserção e prisões, levando esperança através das páginas.
- Eventos Públicos: A Grande Leitura de Rabat, realizada mensalmente no Parque Hassan II, e cafés literários semanais no cinema Renaissance.
- SIEL: Uma das maiores feiras do livro da África, que promove o diálogo entre autores de mais de 60 países.
A Economia Criativa como Motor de Desenvolvimento
Além do impacto social, a escolha de Rabat como Capital Mundial do Livro impulsiona a economia criativa. O ecossistema que envolve autores, editores, tradutores e livreiros é vital para o crescimento econômico de ambas as nações.
Dados revelam a importância desse setor:
- No Marrocos: As indústrias culturais e criativas representam 2,4% do PIB.
- No Brasil: Esse setor corresponde a 3% do PIB.
Esses números demonstram que a cultura é um dos setores mais inclusivos e promissores para a juventude, gerando emprego e renda enquanto preserva o patrimônio vivo de sebos e livrarias de bairro.
Conclusão
A transição do título de Capital Mundial do Livro para o Marrocos reforça que, independentemente da língua ou do continente, a leitura permanece como o elo essencial para a compreensão humana. Ao investir na democratização do livro, Rabat e Rio de Janeiro mostram que a cultura é o caminho mais seguro para a construção de sociedades mais justas e conscientes.
Para saber mais sobre as diretrizes globais de preservação cultural, visite o site oficial da UNESCO.
Compartilhar:


