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Mulher de 37 anos finge ter 12 para ser adotada em Joinville: Entenda o Caso

Mulher de 37 anos finge ter 12 para ser adotada em Joinville: Entenda o Caso

temp_image_1780530798.36169 Mulher de 37 anos finge ter 12 para ser adotada em Joinville: Entenda o Caso

Mulher de 37 anos finge ter 12 para ser adotada em Joinville: Um caso chocante de manipulação

Um caso que parece saído de um roteiro de suspense aconteceu em Joinville, Santa Catarina. Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, foi presa após confessar que fingiu ter apenas 12 anos para ser acolhida e adotada por uma família local. Por mais de um ano, a mulher conseguiu enganar seus novos ‘pais’, vivendo uma vida de adolescente sob uma rede de mentiras meticulosamente planejada.

Como aconteceu o golpe da falsa idade?

A abordagem de Amanda começou de forma estratégica. Ela procurou a ajuda de uma comunidade religiosa em Joinville, alegando ter fugido do estado do Pará por sofrer maus-tratos. Com um discurso convincente de vulnerabilidade, ela conseguiu a empatia de membros da igreja e, eventualmente, foi acolhida por um casal de boa condição financeira.

Durante 14 meses, Amanda viveu como a “filha” do casal, recebendo todo o suporte financeiro e emocional. A família chegou a organizar até mesmo uma festa de aniversário de 12 anos para a impostora.

O disfarce: Entre comportamentos infantis e mentiras clínicas

Para sustentar a farsa de que era uma criança, Amanda utilizou táticas de manipulação psicológica e comportamental. De acordo com a Polícia Civil, ela adotou hábitos infantis para mascarar sua idade adulta, como:

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  • Uso de mamadeiras e chupetas;
  • Utilização de “cheirinhos” para conseguir dormir;
  • Simulação de comportamentos típicos de crianças.

Quando questionada sobre sua aparência física, que não condizia com a de uma menina de 12 anos, a mulher alegava falsamente ter autismo e afirmava que seus traços adultos eram resultado do uso forçado de hormônios durante abusos sofridos na infância. Essa narrativa serviu para criar um vínculo emocional profundo e gerar pena nas vítimas, o que a polícia descreveu como um verdadeiro “sequestro emocional”.

A queda da máscara: Como a verdade foi revelada

O castelo de mentiras começou a ruir graças à desconfiança de uma parente da família adotiva. Uma tia, que não convivia diariamente com a jovem, nunca acreditou na história e decidiu investigar por conta própria na internet.

Durante as pesquisas, a familiar descobriu que Amanda já havia sido presa em 2023, em Nova Iguaçu (RJ), por aplicar golpes semelhantes. Ao alertar o pai adotivo, a polícia foi acionada e a verdade veio à tona.

Um histórico de fraudes pelo Brasil

A investigação revelou que Amanda Maria é reincidente em crimes de estelionato e falsidade ideológica. Além de Santa Catarina e Rio de Janeiro, há registros de golpes aplicados por ela em:

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  • São Paulo;
  • Minas Gerais;
  • Rio Grande do Sul;
  • Goiás.

Situação Jurídica Atual

Atualmente, Amanda Maria encontra-se sob prisão preventiva. A defesa da investigada solicitou a realização de exames de sanidade mental para avaliar a condição psíquica da mulher, pedido que foi aceito pela Justiça. O caso segue em investigação para apurar a extensão total dos danos causados às vítimas.

Este caso serve como um alerta sobre a importância da verificação de antecedentes e a cautela ao acolher desconhecidos, mesmo em contextos de aparente vulnerabilidade.

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