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O Fim de Gigantes: O Afundamento do Cruzador USS Mobile Bay no RIMPAC 2026

O Fim de Gigantes: O Afundamento do Cruzador USS Mobile Bay no RIMPAC 2026

temp_image_1785184904.566374 O Fim de Gigantes: O Afundamento do Cruzador USS Mobile Bay no RIMPAC 2026

Poder Naval em Ação: O Espetáculo de Fogo Real do RIMPAC 2026

O Oceano Pacífico foi palco de uma demonstração avassaladora de força militar durante o RIMPAC 2026 (Rim of the Pacific). Em exercícios de fogo real conhecidos como SINKEX (Sinking Exercise), a Marinha dos Estados Unidos e forças aliadas uniram-se para afundar dois monumentos da engenharia naval desativados: o cruzador de mísseis guiados USS Mobile Bay (CG-53) e o navio de assalto anfíbio USS Peleliu (LHA-5).

Mais do que apenas destruir cascos antigos, essas operações servem como um laboratório estratégico para testar a interoperabilidade entre diferentes nações e a eficácia de armamentos modernos em cenários de alta intensidade.

A Queda do Cruzador USS Mobile Bay: Um Ataque Coordenado

O cruzador USS Mobile Bay, da renomada classe Ticonderoga, não caiu facilmente. Seu afundamento foi o resultado de uma coreografia militar complexa que envolveu múltiplas plataformas de ataque:

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  • Ataques de Superfície: O destróier australiano HMAS Sydney utilizou o míssil Naval Strike Missile (NSM).
  • Ataques Aéreos: Helicópteros MH-60R Seahawk e AH-64 Apache dispararam mísseis Hellfire e Spike NLOS.
  • Artilharia Terrestre: O sistema de foguetes HIMARS e lançadores japoneses com mísseis Type 12 também entraram na ofensiva.
  • Domínio Aéreo: O caça F/A-18F Super Hornet demonstrou seu alcance com o míssil AGM-158C LRASM.

Um dos momentos mais impactantes foi registrado pelo submarino canadense HMCS Corner Brook, que observou via periscópio o instante exato em que o cruzador adernou e submergiu nas profundezas do Pacífico, a mais de 4.500 metros de profundidade.

USS Peleliu: Testando a Resistência de um Gigante Anfíbio

Se o Mobile Bay representava a agilidade e a defesa aérea, o USS Peleliu, com quase 40 mil toneladas, era o alvo de resistência. O navio de assalto anfíbio foi submetido a ataques brutais para avaliar a eficácia de ogivas contra cascos robustos.

O destaque ficou para a atuação dos submarinos nucleares, como o USS Columbia, que disparou mísseis UGM-84 Harpoon. Essa tática é fundamental para a estratégia naval moderna, pois permite que submarinos neutralizem ameaças de superfície sem a necessidade de se aproximarem perigosamente para disparar torpedos.

A operação contou ainda com a fragata espanhola ESPS Álvaro de Bazán e o destróier japonês JS Kongo, consolidando a integração do sistema de combate Aegis entre diferentes marinhas.

Por que realizar exercícios de afundamento (SINKEX)?

Muitos podem questionar a necessidade de afundar navios, mas para a estratégia militar, o SINKEX é vital. Ele permite validar a cadeia completa de combate, que inclui:

  1. Localização e Classificação: Identificar o alvo com precisão no vasto oceano.
  2. Compartilhamento de Dados: Troca de informações em tempo real entre países aliados.
  3. Coordenação Tática: Alinhamento entre forças aéreas, terrestres e submarinas.
  4. Avaliação de Danos: Analisar como diferentes armas penetram em diferentes tipos de blindagem.

O Legado dos Navios

O cruzador USS Mobile Bay serviu por 36 anos, atuando em conflitos cruciais como as Guerras do Golfo e missões humanitárias. Já o USS Peleliu dedicou 35 anos ao serviço, sendo peça-chave na Operação Enduring Freedom no Afeganistão.

O encerramento de suas trajetórias ocorreu de forma controlada e sustentável. A Marinha dos EUA assegurou que todas as substâncias poluentes fossem removidas e que a área estivesse livre de vida marinha vulnerável antes do início dos disparos, seguindo rigorosas normas ambientais.

O RIMPAC 2026 reafirma que, no teatro de operações moderno, a vitória não pertence a quem tem o maior navio, mas a quem possui a melhor coordenação e a tecnologia mais integrada.

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