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Polêmica no Judiciário: Desembargador do TJMG é Investigado por Fotos com Arma em Rede Social

✍️ Chegou Agora • 🗓️ novembro 8, 2026 • ⏱️ 3 min de leitura
temp_image_1794113521.325782 Polêmica no Judiciário: Desembargador do TJMG é Investigado por Fotos com Arma em Rede Social

Postagens em Rede Social Geram Investigação contra Desembargador do TJMG

O uso de redes sociais por figuras públicas, especialmente membros do Poder Judiciário, tornou-se um tema sensível e rigorosamente monitorado. Recentemente, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) tornou-se o centro de uma controvérsia envolvendo o desembargador Roberto Apolinário de Castro, que agora enfrenta apurações administrativas.

O estopim para a investigação foi a publicação de fotografias no Instagram, onde o magistrado aparece portando uma carabina tática Taurus, calibre .40, além de munições expostas sobre uma mesa. As imagens, que circularam rapidamente, geraram desconforto tanto entre colegas desembargadores quanto entre servidores do tribunal, culminando em uma denúncia ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O Conflito: Direito ao Porte vs. Imagem Institucional

O caso levanta um debate jurídico interessante sobre os limites da vida privada de um magistrado. De um lado, existe a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), que assegura aos juízes o porte de arma para defesa pessoal. De outro, há a necessidade de preservar a sobriedade e a imparcialidade do cargo.

Para embasar a apuração, a presidência do TJMG destacou a Resolução nº 305/2019 do CNJ. Este documento disciplina a conduta de magistrados nas redes sociais, com o objetivo claro de:

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  • Evitar a exposição indevida: Impedir que manifestações pessoais comprometam a credibilidade do juiz.
  • Preservar a imagem do Judiciário: Garantir que a instituição seja vista como neutra e equilibrada.
  • Mitigar danos institucionais: Evitar que postagens privadas sejam interpretadas como posicionamentos oficiais.

A Defesa do Desembargador

Em nota oficial, o desembargador Roberto Apolinário de Castro defendeu-se afirmando que é um atirador desportivo e que a arma em questão é totalmente legalizada. O magistrado enfatizou que as fotos foram tiradas em sua residência, e não em seu gabinete, reforçando que o perfil onde as imagens foram postadas é estritamente pessoal.

Segundo a defesa, o exercício de um cargo público não anula os direitos individuais do cidadão. Para o desembargador, a simples existência de uma foto com arma de fogo não comprova qualquer ilegalidade, nem deveria ser convertida em um questionamento sobre sua competência ou atuação profissional na 4ª Câmara Cível do tribunal.

Próximos Passos do Processo

Após a manifestação do magistrado, o processo seguirá os trâmites internos do TJMG. A apuração deve ser convertida em um processo sigiloso, que será encaminhado à presidência do tribunal para a decisão final sobre possíveis sanções ou o arquivamento do caso.

Este episódio serve como um lembrete importante para todos os servidores públicos sobre a linha tênue que separa a liberdade de expressão individual da responsabilidade institucional que acompanha cargos de alta relevância no Estado.

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