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Tragédia em Catanduva: Médico morre em confronto com a polícia após ameaças e arsenal é descoberto

Tragédia em Catanduva: Médico morre em confronto com a polícia após ameaças e arsenal é descoberto

temp_image_1792452928.865628 Tragédia em Catanduva: Médico morre em confronto com a polícia após ameaças e arsenal é descoberto

Tragédia em Catanduva: Médico morre em confronto com a polícia após ameaças e arsenal é descoberto

Um episódio alarmante chocou os moradores do bairro Jardim Aeroporto, em Catanduva, no interior de São Paulo. O que começou como uma ocorrência de violência doméstica terminou em tragédia com a morte do médico vascular Luciano Lopes Pastor, de 52 anos, após trocar tiros com policiais militares no último domingo (18).

O Estopim: Violência Doméstica e Tensão Familiar

A Polícia Militar foi acionada urgentemente pela esposa de Luciano, que relatou estar sendo ameaçada de morte pelo marido. Segundo o boletim de ocorrência, o médico apresentava um comportamento extremamente agressivo após ter ingerido bebidas alcoólicas durante um churrasco familiar.

O cenário era aterrorizante: enquanto a mulher conseguia fugir para a área externa da casa, os dois filhos do casal, de 10 e 14 anos, ficaram presos no imóvel, buscando refúgio no banheiro de um dos quartos enquanto a tensão escalava.

O Confronto e a Intervenção Policial

Ao chegarem ao local, os agentes da PM tentaram iniciar um protocolo de negociação para garantir a segurança dos menores e a rendição do suspeito. No entanto, a situação saiu do controle quando Luciano, armado no portão da residência, disparou contra os policiais.

A equipe reagiu prontamente, baleando o médico, que veio a óbito no local. As crianças foram resgatadas sem ferimentos físicos e encaminhadas aos cuidados de familiares, enquanto a esposa foi hospitalizada devido ao forte abalo psicológico.

Um Arsenal Perturbador e Símbolos Nazistas

A entrada dos policiais na residência revelou detalhes perturbadores sobre a vida do médico. Foi apreendido um verdadeiro arsenal, composto por:

  • Armas de fogo: Oito armas, incluindo quatro pistolas (duas de fabricação alemã), dois revólveres e duas espingardas.
  • Armas brancas: Três espadas, dois espetos e um facão.
  • Munições: Mais de 350 munições intactas e quase 100 deflagradas.

Além do armamento, a polícia encontrou itens que sugerem ideologias extremistas, como uma medalha com a suástica nazista e uma réplica decorativa de uma granada de mão alemã. Todo o material foi recolhido para perícia, já que não havia documentação legal para as armas.

Histórico Criminal: A Operação “Duas Caras”

Esta não foi a primeira vez que Luciano Lopes Pastor esteve sob os holofotes da justiça. Em agosto de 2025, ele foi preso por posse irregular de arma durante a Operação Duas Caras, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pelo Gaeco.

A investigação apurava um esquema complexo de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a gestão de Organizações Sociais de Saúde (OSS). Luciano, que era presidente de uma dessas organizações ligada ao Hospital Psiquiátrico Mahatma Gandhi, era suspeito de participar de um grupo que superfaturava notas fiscais em diversas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Santa Catarina.

O caso agora segue registrado como morte decorrente de oposição à intervenção policial, violência doméstica, ameaça e resistência, encerrando a vida de um homem com um currículo profissional respeitado, mas com um histórico sombrio nos bastidores.

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