Vice-prefeita de Ribeira morre em acidente após escândalo de ‘amarração amorosa’ com dinheiro público

Tragédia em Ribeira: Morre a Vice-Prefeita Juliana Maria Teixeira da Costa
O município de Ribeira, no interior de São Paulo, foi surpreendido por uma notícia trágica neste sábado (26). A vice-prefeita de Ribeira, Juliana Maria Teixeira da Costa, de 40 anos, faleceu após um grave acidente automobilístico na Estrada do Saltinho (Rodovia SP-250), especificamente na região conhecida como a ‘curva do arroz’.
A administração municipal manifestou-se rapidamente através de um comunicado oficial, lamentando a perda precoce da gestora, que deixa dois filhos e deixa a cidade em estado de luto.
Um Legado Marcado por Polêmicas e Investigações
Apesar das homenagens da prefeitura, o nome da vice-prefeita de Ribeira estava recentemente sob os holofotes do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Juliana era alvo de denúncias graves que envolviam a gestão de recursos públicos e condutas criminosas.
De acordo com as investigações, a ex-secretária de Saúde e vice-prefeita teria integrado uma associação criminosa entre os anos de 2021 e 2024. O grupo era acusado de:
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- Fraudar licitações na área da saúde do município;
- Utilizar notas fiscais falsas para mascarar gastos;
- Desviar verbas dos cofres públicos para fins pessoais.
O Escândalo da ‘Amarração Amorosa’
O ponto mais inusitado e controverso do processo era o destino de parte do dinheiro desviado. A promotoria revelou que Juliana teria utilizado aproximadamente R$ 41,2 mil de verba pública para financiar um ritual de “amarração amorosa”.
O objetivo do trabalho espiritual seria afastar um homem, identificado como Lauro, de sua esposa para estabelecer um relacionamento afetivo com a vice-prefeita. O repasse financeiro teria sido camuflado por meio de uma empresa chamada W.F., levando a Justiça a suspender diversos contratos sob suspeita de fraude.
A Versão da ‘Mentora’
A responsável pelos rituais, conhecida como Mentora Samantha, trouxe detalhes ainda mais surpreendentes. Segundo ela, o valor total do “trabalho espiritual” seria de R$ 380 mil, alegando inclusive que sofreu um prejuízo de mais de R$ 300 mil por parte da cliente.
“Expliquei para ela que era um sacrifício muito forte, que a espiritualidade ia dar ele por inteiro para ela”, afirmou a mentora sobre o processo de amarração.
Despedida e Luto na Cidade
Mesmo diante das denúncias judiciais, a Prefeitura de Ribeira destacou a dedicação de Juliana aos projetos da cidade e o impacto de sua partida para a população ribeirense. O clima na cidade agora se divide entre a dor da perda trágica e as respostas que o judiciário ainda precisaria encontrar sobre a gestão dos recursos da saúde.
Até o fechamento desta matéria, a defesa de Juliana Maria Teixeira da Costa não havia emitido pronunciamentos oficiais sobre as acusações do Ministério Público.
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