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André Mendonça e o Caso Dark Horse: Bilheteria Irreal e Investigações da PF

André Mendonça e o Caso Dark Horse: Bilheteria Irreal e Investigações da PF

temp_image_1789133970.945822 André Mendonça e o Caso Dark Horse: Bilheteria Irreal e Investigações da PF

O Escândalo do Filme ‘Dark Horse’: André Mendonça Levanta Sigilo sobre Projeções Irreais e Financiamentos Suspeitos

Uma nova reviravolta no cenário político e jurídico brasileiro veio à tona após a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Atendendo a um pedido do presidente da Corte, Edson Fachin, Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal (PF) que expõe as engrenagens financeiras por trás de “Dark Horse”, a polêmica cinebiografia sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Bilheteria de Hollywood em Solo Brasileiro?

O que mais chamou a atenção dos investigadores foi o plano de negócios apresentado por Thiago Miranda, o publicitário responsável por articular o financiamento da obra. O documento previa números que, para especialistas do mercado, beiram a fantasia. O relatório da PF detalha três cenários de arrecadação:

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  • Cenário Pessimista: US$ 45 milhões
  • Cenário Conservador: US$ 70 milhões
  • Cenário Otimista: US$ 100 milhões

Para se ter uma ideia da desproporção, o maior sucesso da história do cinema nacional, “Minha Mãe é uma Peça 3”, arrecadou cerca de R$ 120 milhões (aproximadamente US$ 30 milhões na época). A projeção otimista de Dark Horse superaria esse recorde em mais de três vezes, situando o filme no patamar de grandes blockbusters de Hollywood.

Essa discrepância gritante levou a Polícia Federal a questionar a real viabilidade econômica do projeto e, principalmente, a verdadeira finalidade da operação.

A Realidade do Mercado vs. O Plano de Negócios

Enquanto o plano de Miranda era astronômico, a Europa Filmes, distribuidora oficial da obra, traçou metas muito mais modestas. A empresa planeja exibir o filme em 650 salas, mas as expectativas de público variam entre 800 mil (cenário pessimista) e pouco mais de 2 milhões de espectadores (cenário otimista).

A distribuidora admitiu que o filme não possui o mesmo apelo de premiações internacionais que produções como “O Agente Secreto”, reforçando que as projeções iniciais do plano de negócios eram totalmente desconectadas da realidade do cinema adulto no Brasil pós-pandemia.

A Trilha do Dinheiro: Fundo Havengate e Eduardo Bolsonaro

A investigação ganha contornos mais graves com a delação de Antonio Carlos Freixo Júnior, o “Mineiro”. Em acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), ele confessou ter transferido US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 69 milhões) para o fundo Havengate, a pedido do banqueiro Daniel Vorcaro.

Embora formalmente os recursos fossem destinados à produção de Dark Horse, a PF e a PGR investigam se parte desse montante teria sido utilizada para financiar o “autoexílio” de Eduardo Bolsonaro no Texas, Estados Unidos, para onde o deputado se mudou em fevereiro de 2025.

Tensão no STF: O Papel de André Mendonça e a Crise Institucional

A decisão do ministro André Mendonça de levantar o sigilo ocorre em um momento de extrema fragilidade institucional no Supremo Tribunal Federal. O movimento precede uma sessão extraordinária convocada por Edson Fachin para decidir sobre a validade de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

O desdobramento deste caso pode levar à abertura de uma investigação inédita contra um ministro da Corte, aprofundando a crise institucional que atinge o STF em seus 135 anos de história.

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