Bom Dia Brasil: Operação do MPRJ Expõe Esquema de Políticos Ligados a Facções no Rio

Bom Dia Brasil: Operação do MPRJ Expõe Esquema de Políticos Ligados a Facções no Rio
O cenário político do Rio de Janeiro amanhece sob nova tensão. Em um desdobramento que choca a opinião pública e coloca a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) novamente sob os holofotes, uma operação deflagrada pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) revelou conexões alarmantes entre parlamentares e o crime organizado.
Desta vez, o foco das investigações recai sobre o deputado estadual Val Ceasa (PRD) e o ex-vereador Ulisses Marins. A operação aponta que a estrutura do poder público estaria sendo utilizada para blindar interesses de facções criminosas, especificamente o Terceiro Comando Puro (TCP).
O Escândalo do “Resort” do Tráfico
Um dos pontos mais surrealistas da investigação envolve a tentativa de impedir a demolição de um luxuoso imóvel, apelidado de “resort”, pertencente ao traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, chefe do TCP.
Localizado em Parada de Lucas, no Complexo de Israel, o imóvel contava com lago artificial e bangalôs. Segundo o MPRJ, Val Ceasa e Ulisses Marins teriam atuado como articuladores para evitar que a estrutura fosse derrubada, utilizando-se de vazamentos de informações sigilosas. O imóvel só foi demolido em março de 2025, após meses de interferências políticas.
Principais pontos da operação:
- Apreensões: Foram confiscados celulares, documentos e cerca de R$ 320 mil em espécie nos imóveis do deputado.
- Prisões: Michael Johnny Vianna de Azevedo, ex-assessor, foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
- Fachada Social: Faixas no local do “resort” mencionavam projetos sociais vinculados aos políticos, mas a Secretaria de Assistência Social informou que tais projetos nunca existiram.
Infiltração do Crime na Alerj
O procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, foi enfático ao afirmar que o crime organizado “entranhou-se nas vísceras da Casa Legislativa”. Este caso não é isolado; a Alerj já enfrentou crises recentes com a prisão de outros deputados sob suspeita de ligação com o Comando Vermelho e fraudes em licitações.
Além da questão do “resort”, Val Ceasa é suspeito de permitir que criminosos cobrassem taxas ilegais de comerciantes na Ceasa de Irajá, consolidando um ciclo de extorsão e proteção política.
Incompatibilidade Financeira e Luxo Suspeito
A investigação financeira do MPRJ trouxe à tona movimentações que não condizem com a renda declarada pelo parlamentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foram identificados mais de R$ 13 milhões em transações imobiliárias, incluindo:
- Aquisição de imóveis de alto padrão na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes.
- Construção de um galpão industrial no estado do Espírito Santo.
Reações e Defesas
Em declaração à rádio CBN, o deputado Val Ceasa negou as acusações, classificando a operação como “perseguição política” e alegando que seu trabalho é voltado para “os humildes”. Já a Prefeitura do Rio informou que a operação foi fruto de denúncias da Secretaria de Ordem Pública e que medidas administrativas, como a exoneração de servidores envolvidos, já estão sendo tomadas.
Para mais informações sobre a segurança pública e ações judiciais no estado, você pode acompanhar as atualizações oficiais no portal do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
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