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Caso Fábio Luís Lula da Silva: PGR solicita que investigação seja enviada à 1ª Instância

Caso Fábio Luís Lula da Silva: PGR solicita que investigação seja enviada à 1ª Instância

temp_image_1787269946.867532 Caso Fábio Luís Lula da Silva: PGR solicita que investigação seja enviada à 1ª Instância

Caso Fábio Luís Lula da Silva: PGR pede que investigação sobre Canabidiol saia do STF

Um novo desdobramento jurídico envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido popularmente como Lulinha, agitou os bastidores do judiciário brasileiro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando que o inquérito que apura a conduta do filho do presidente Lula seja remetido para a Justiça Federal de primeira instância.

Por que a PGR pediu a mudança de instância?

A decisão da PGR, assinada pelo vice-procurador-geral Hindenburgo Chateaubriand Filho, baseia-se em dois pontos fundamentais. Primeiro, o órgão entendeu que não há indícios mínimos de participação de autoridades que justifiquem a manutenção do caso no STF (o chamado foro privilegiado). Segundo, a PGR argumentou que os fatos não possuem conexão com a Operação Sem Desconto.

Além disso, a manifestação destaca que, embora existam registros de pagamentos feitos por Antônio Carlos Camilo Antunes (o “Careca do INSS”) à lobista Roberta Luchsinger, não houve a conclusão de qualquer negócio com o Poder Público. Ou seja, a tentativa de agenciamento não teria resultado em contratos efetivados.

O centro da investigação: A venda de Canabidiol ao Ministério da Saúde

O foco do inquérito, relatado pelo ministro André Mendonça, é a suspeita de tráfico de influência e corrupção. A Polícia Federal (PF) investiga se Fábio Luís Lula da Silva teria atuado para favorecer o grupo do “Careca do INSS” em uma tentativa de vender medicamentos à base de canabidiol para o Ministério da Saúde entre o final de 2024 e o início de 2025.

Confira os detalhes do plano investigado:

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  • Dispensa de Licitação: A minuta do contrato sugeria que a compra fosse feita sem licitação, direcionando o negócio para quatro empresas, incluindo a World Cannabis.
  • Volume Expressivo: A proposta previa a venda de 1,2 milhão de frascos do medicamento.
  • Valores Estimados: Embora o documento não trouxesse preços, estima-se que, com base no mercado (R$ 400 a R$ 900 por frasco), o negócio poderia ultrapassar a marca de R$ 500 milhões.

A conexão com Marcola e a lobista Roberta Luchsinger

As investigações da PF revelaram mensagens de WhatsApp que ligam o ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana (o Marcola), ao caso. Segundo as evidências, Marcola teria recebido a minuta do contrato enviada por Roberta Luchsinger, apontada como lobista e amiga próxima de Fábio Luís.

Recentemente, foi revelado que Luchsinger repassou R$ 249 mil a Marcola. Em sua defesa, o ex-assessor afirmou que a quantia tratava-se de um empréstimo pessoal, que já foi devidamente quitado.

O que acontece agora?

Agora, cabe ao STF decidir se aceita o pedido da Procuradoria-Geral da República e envia o caso para a primeira instância ou se mantém o processo sob sua relatoria. Enquanto isso, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva sustenta que, caso ele não fosse filho do presidente, os inquéritos já estariam arquivados.

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