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Cláudio Castro, Luxo em NY e o Banco Master: O que sabemos sobre a Operação Compliance Zero

Cláudio Castro, Luxo em NY e o Banco Master: O que sabemos sobre a Operação Compliance Zero

temp_image_1779995228.875302 Cláudio Castro, Luxo em NY e o Banco Master: O que sabemos sobre a Operação Compliance Zero

Carnes de Ouro e Bilhões em Jogo: O Escândalo que Envolve Cláudio Castro e o Banco Master

O cenário de luxo da Quinta Avenida, em Manhattan, tornou-se o centro de uma investigação rigorosa da Polícia Federal (PF). O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), está sob os holofotes após a revelação de que jantares opulentos, com bifes folheados a ouro, teriam sido a porta de entrada para movimentações financeiras bilionárias envolvendo fundos públicos.

O caso veio à tona durante a oitava fase da Operação Compliance Zero, que resultou em mandados de busca e apreensão na residência de Castro, na Barra da Tijuca. O cerne da questão? Uma relação suspeitamente próxima entre o político e Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master.

O Estilo de Vida ‘Salt Bae’ e a Experiência Exclusiva

As investigações apontam que, em maio de 2023 e 2024, enquanto participava do LIDE Brazil Investment Forum em Nova York, Cláudio Castro foi convidado por Daniel Vorcaro para jantar no badalado restaurante Nusr-Et Steakhouse. O local é comandado pelo chef turco Nusret Gökçe, mundialmente conhecido como Salt Bae, famoso por sua performance teatral ao temperar carnes com sal e folhas de ouro.

Mensagens de WhatsApp interceptadas pela PF revelam o nível de exclusividade planejado para o ex-governador:

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  • A Experiência: Vorcaro insistiu para que o chef Salt Bae fosse pessoalmente à mesa de Castro.
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  • O Menu: Pedidos de carnes especiais e a indicação de um vinho avaliado em aproximadamente US$ 1.250,00 (mais de R$ 6.400,00 na cotação da época).
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  • O Custeio: Em um dos episódios, foi identificado um pagamento de US$ 13,3 mil no cartão de crédito de Vorcaro para quitar a conta do jantar.
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A Conexão Financeira: Do Jantar ao Rioprevidência

Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), esses jantares não foram apenas atos de cortesia. A PF levanta a suspeita de um quid pro quo: pouco tempo após as experiências gastronômicas em Nova York, o Rioprevidência começou a injetar vultosas quantias no Banco Master.

De acordo com os dados, o volume total de investimentos — incluindo letras financeiras e fundos ligados à instituição de Vorcaro — chegou a R$ 3,69 bilhões. Os primeiros aportes, na ordem de R$ 120 milhões, teriam ocorrido apenas alguns meses após os encontros nos Estados Unidos.

A Defesa de Cláudio Castro

Questionado sobre os fatos, Cláudio Castro, que renunciou ao cargo para concorrer ao Senado, sempre minimizou sua relação com o banqueiro, afirmando que se conheceram em eventos internacionais. Após as recentes buscas da PF, a defesa do ex-governador emitiu uma nota negando categoricamente qualquer “relação pessoal indevida” e alegando que os contatos foram estritamente para agendas oficiais e institucionais.

No entanto, a discrepância entre o discurso oficial e as mensagens de WhatsApp — onde Castro descreve a experiência como “incrível” e chama o banqueiro de “amigo” — continua sendo o ponto central da linha de investigação da Polícia Federal.


Saiba Mais sobre Combate à Corrupção

Para entender como funcionam as investigações de crimes financeiros e a gestão de fundos previdenciários, você pode consultar as diretrizes de transparência no Portal da Polícia Federal e as normativas de governança da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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