Corrida ao Senado no Paraná: Pesquisa IRG Revela Divisões Sociais e Favoritos

Quem assume a vaga de senador no Paraná? Análise da Pesquisa IRG
A disputa pelas duas vagas de senador no Paraná está longe de ser apenas uma soma de números; ela é, na verdade, um reflexo das profundas divisões sociais e demográficas do estado. A mais recente pesquisa divulgada pelo IRG revela que a preferência do eleitorado está fragmentada em blocos específicos, onde cada pré-candidato domina um nicho distinto.
Enquanto alguns apostam na ideologia, outros dependem da memória afetiva ou da estrutura governamental. Entenda a seguir como se desenha esse cenário eleitoral.
O Perfil dos Candidatos e a Segmentação do Voto
A análise detalhada mostra que o eleitor paranaense não vota de forma homogênea. O resultado varia drasticamente conforme a renda, o gênero e a escolaridade:
- Deltan Dallagnol (NOVO): Consolida-se como a principal opção para a classe média alta. Com um forte apelo entre homens e pessoas com ensino superior, Deltan atinge impressionantes 33,2% de preferência entre eleitores que ganham acima de cinco salários mínimos. Seu desempenho reflete a herança do “lavajatismo” em estratos sociais mais elevados.
- Gleisi Hoffmann (PT): Movendo-se na direção oposta, a deputada federal encontra sua força no eleitorado popular e feminino. Gleisi lidera com 21,1% entre as mulheres e mantém competitividade sólida entre eleitores com ensino fundamental completo e faixas de renda menores.
- Álvaro Dias (MDB): O ex-senador aposta no ativo da memória eleitoral. Sua força é evidente entre os idosos (60 anos ou mais), onde alcança 23,2% das intenções de voto. Álvaro é a figura do reconhecimento, sendo a opção preferida para o segundo voto, onde a escolha tende a ser menos ideológica e mais baseada na lembrança do nome.
- Alexandre Curi (Republicanos): Representa o “voto de estrutura”. Sem picos explosivos em um único grupo, Curi apresenta um desempenho regular e equilibrado entre gêneros e rendas. Essa estabilidade é estratégica para o Palácio Iguaçu, pois indica a força da máquina estadual e a capilaridade municipal.
Números Gerais: Primeiro e Segundo Voto
Para entender a “força bruta” da disputa, é preciso observar a diferença entre a primeira escolha e a segunda opção do eleitor:
| Candidato | 1º Voto (%) | 2º Voto (%) |
|---|---|---|
| Deltan Dallagnol | 19,5% | 11,7% |
| Gleisi Hoffmann | 18,6% | 5,3% |
| Álvaro Dias | 15% | 15,6% |
| Alexandre Curi | 14,4% | 10,3% |
Metodologia e Transparência
A pesquisa foi realizada com 1.000 eleitores paranaenses entre os dias 16 e 20 de maio. Com uma margem de erro de 3,1 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, o levantamento foi devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-06178/2026.
É importante ressaltar que os recortes de sexo, idade e renda possuem amostras menores, servindo como indicadores de tendência social e não como definições definitivas de vitória.
Conclusão: Uma Eleição Fragmentada
O cenário para a escolha do próximo senador no Paraná mostra que a disputa será decidida na capacidade de cada candidato de expandir sua base para além de seu “porto seguro”. Enquanto Deltan domina a renda alta, Gleisi o voto popular e Álvaro a memória dos idosos, Curi tenta transformar regularidade em vitória através da estrutura política.
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