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Crise no PT Rio: Marcelo Freixo e Lindbergh Farias Questionam Entrega do Número 1313

Crise no PT Rio: Marcelo Freixo e Lindbergh Farias Questionam Entrega do Número 1313

temp_image_1785618641.702021 Crise no PT Rio: Marcelo Freixo e Lindbergh Farias Questionam Entrega do Número 1313

Tensão no PT: Marcelo Freixo e Lindbergh Farias Denunciam ‘Autoritarismo’ em Decisão no Rio

O cenário político do Rio de Janeiro acaba de ganhar um novo capítulo de instabilidade interna. O deputado federal Marcelo Freixo, ao lado de Lindbergh Farias, formalizou uma queixa rigorosa junto ao diretório nacional do Partido dos Trabalhadores (PT). O motivo? Uma decisão da comissão executiva estadual que teria ignorado critérios estratégicos em favor de interesses pessoais.

A Disputa pelo Cobiçado Número 1313

O centro do conflito é a atribuição do número 1313, um dos ativos mais valiosos para candidatos a deputado federal da sigla devido à sua facilidade de memorização e força nas urnas. De acordo com a denúncia, o número foi entregue a Diego Quaquá, presidente estadual do partido, de maneira que Freixo e Farias classificam como “autoritária”.

O ponto crítico da argumentação de Marcelo Freixo e seu aliado é a relação familiar envolvida: Diego é filho de Washington Quaquá, vice-presidente nacional do PT e antigo detentor do referido número nas eleições de 2022. Para os parlamentares, essa movimentação transforma a estratégia partidária em algo semelhante a uma “capitania hereditária”.

Violação de Regras e Princípios Partidários

Em documento oficial, os aliados do presidente Lula afirmam que a decisão foi arbitrária e desrespeitou tanto as orientações da direção nacional quanto a legislação eleitoral vigente. Segundo as normas da Secretaria Nacional de Organização do PT, a prioridade de uso de um número deve seguir estes critérios:

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  • Prioridade Histórica: Quem já utilizou o número nas eleições anteriores tem a preferência.
  • Consenso: Caso não haja uso anterior, os membros devem chegar a um acordo comum.
  • Sorteio: Em última instância, a definição deve ser feita via sorteio.

“Decisões arbitrárias e ilegais são inaceitáveis e contradizem os princípios que orientam o PT. Não somos um partido de caciques”, declararam Marcelo Freixo e Lindbergh Farias.

Reações e Embate nas Redes Sociais

A repercussão não demorou a chegar às redes sociais. Washington Quaquá reagiu às críticas defendendo o filho como um representante legítimo de Maricá, município que é referência de gestão para o partido. Em tom provocativo, ele rebateu as queixas afirmando que “o choro é livre” e sugerindo que aqueles que criticam a gestão atual deveriam “baixar a bola”.

Como reflexo do descontentamento, tanto Marcelo Freixo quanto Lindbergh Farias decidiram boicotar a convenção do partido, marcando um distanciamento público em meio às disputas internas.

Para entender mais sobre as regras de candidaturas e a legislação vigente, você pode consultar o portal oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que regula a distribuição de números e a formalização de chapas no Brasil.

O que esperar a seguir?

Agora, a palavra final cabe ao diretório nacional do PT. A resolução deste impasse será fundamental para manter a unidade da legenda no Rio de Janeiro, especialmente em um momento onde a coesão estratégica é vital para o sucesso nas próximas legislaturas.

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