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Escândalo Financeiro: PF Revela Detalhes de Articulação entre Ibaneis Rocha e Banco Master

Escândalo Financeiro: PF Revela Detalhes de Articulação entre Ibaneis Rocha e Banco Master

temp_image_1791642674.653461 Escândalo Financeiro: PF Revela Detalhes de Articulação entre Ibaneis Rocha e Banco Master

Escândalo Financeiro: PF Revela Detalhes de Articulação entre Ibaneis Rocha e Banco Master

Novas revelações da Polícia Federal (PF) enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) trouxeram à tona detalhes perturbadores sobre uma tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O centro da investigação gira em torno de reuniões secretas e a suposta interferência política na gestão de uma instituição financeira pública.

O Encontro Secreto em Zurique

De acordo com os relatórios da PF, as tratativas para a compra do Banco Master não aconteceram nos corredores governamentais de Brasília, mas sim em solo estrangeiro. Em janeiro de 2025, na cidade de Zurique, Suíça, ocorreu uma reunião crucial entre:

  • Ibaneis Rocha, então governador do Distrito Federal;
  • Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master;
  • Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB.

A investigação aponta que essa articulação já estava em andamento desde outubro de 2024, período em que o BRB buscou captar até R$ 1 bilhão no mercado para ampliar seu capital social, o que a PF interpreta como uma “etapa preparatória” para a consolidação da compra do Banco Master.

Bilhões em Jogo e a ‘Captura Institucional’

O volume financeiro envolvido na operação é astronômico. Entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025, o BRB teria adquirido R$ 9,52 bilhões em carteiras de crédito emitidas pelo Banco Master. Estimativas da PF sugerem que, em um ano, esse montante poderia saltar para R$ 16,7 bilhões.

O ponto mais crítico do relatório é a denúncia de “captura institucional”. Para os investigadores, Ibaneis Rocha teria extrapolado suas funções institucionais, atuando diretamente em:

  • Articulações com agentes privados;
  • Validação de decisões operacionais críticas;
  • Definição da estratégia de expansão do BRB;
  • Autorização de montantes para aumento de capital.

Segundo a PF, decisões estratégicas eram submetidas ao governador antes mesmo de passarem pelos órgãos formais de governança, ignorando princípios de impessoalidade e moralidade pública.

O Que Dizem as Defesas

Diante das graves acusações, as defesas dos envolvidos negam qualquer irregularidade:

A defesa de Ibaneis Rocha afirma que o ex-governador não teve ingerência nas operações do BRB e que não foi interlocutor direto em mensagens com Daniel Vorcaro. Para os advogados, a presença de Ibaneis em contextos institucionais é natural devido ao cargo que ocupava.

A defesa de Paulo Henrique Costa ressalta que ele era o presidente do banco, e não o dono, e que qualquer decisão de tamanha magnitude obrigatoriamente passaria pela aprovação do Conselho de Administração, onde o Governo do DF era o acionista majoritário.

Conclusão e Próximos Passos

O caso segue sob investigação rigorosa da Polícia Federal, com Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa atualmente presos. A análise dos dados extraídos de aparelhos celulares continua sendo a principal fonte de prova para determinar se houve gestão fraudulenta e ocultação de beneficiários finais por meio de fundos de investimento.

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