Filme ‘Dark Horse’: PF investiga suposto financiamento irregular de biografia de Bolsonaro

Polêmica nos Bastidores: O Filme ‘Dark Horse’ e a Mira da Polícia Federal
O cenário político brasileiro volta a agitar as redes e os tribunais. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a ter acesso a dados cruciais de uma operação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo. O alvo? A produtora Go Up Entertainment, responsável pela produção do longa-metragem ‘Dark Horse’, que narra a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O Que Está em Jogo na Investigação?
A decisão do ministro Dino ocorre no âmbito de um inquérito sigiloso que apura a suspeita de uso indevido de emendas parlamentares para financiar a obra. A Polícia Federal busca entender se dinheiro público foi desviado para custear a produção do filme, utilizando-se de mecanismos como as polêmicas “emendas Pix”.
A trama se complica ao envolver a ONG Instituto Conhecer Brasil. De acordo com as investigações, a ONG e a produtora do filme ‘Dark Horse’ operam no mesmo endereço na Avenida Paulista, em São Paulo, e compartilham a mesma sócia: a produtora Karina Ferreira da Gama.
As Linhas de Investigação: Do Wi-Fi de SP ao Exterior
As autoridades paulistas e federais trabalham em duas frentes principais para desvendar o fluxo financeiro:
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- Desvio de Contratos Municipais: Investigadores apuram se verbas de um contrato entre a Prefeitura de São Paulo e a ONG de Karina — destinado a fornecer serviços de internet wi-fi na capital — teriam sido ilegalmente desviadas para a produção do filme.
- Transações Internacionais: Informações reveladas anteriormente pelo Intercept Brasil apontam mensagens onde o senador Flávio Bolsonaro cobraria repasses de aproximadamente R$ 60 milhões para a obra. O dinheiro teria passado por uma holding nos Estados Unidos.
Reações e Defesas
Até o momento, a defesa de Karina Ferreira da Gama e a produtora Go Up Entertainment não se manifestaram oficialmente sobre as acusações. Da mesma forma, a assessoria de Flávio Bolsonaro manteve silêncio, embora o senador e seu irmão, Eduardo Bolsonaro, tenham negado categoricamente qualquer irregularidade no uso dos fundos mencionados.
Este caso reforça a vigilância do Supremo Tribunal Federal sobre a transparência no uso de verbas públicas e a influência de emendas parlamentares em produções de cunho político.
Continue acompanhando as atualizações deste caso para saber como o desdobramento da operação ‘Dark Horse’ impactará o cenário político nacional.
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