Flávio Bolsonaro e Suspeita de Lavagem de Dinheiro: Entenda a Investigação da PF

Flávio Bolsonaro e Lavagem de Dinheiro: O que se sabe sobre a investigação da Polícia Federal
Um novo capítulo nas investigações sobre a conduta de figuras públicas brasileiras veio à tona. A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL). O caso, que ganha contornos complexos, envolve desde o setor de apostas online (bets) até supostas irregularidades em licitações públicas no estado do Rio de Janeiro.
Devido ao envolvimento de um parlamentar, o processo foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro Alexandre de Moraes foi designado como o relator do caso.
A Conexão com Willer Tomaz e o Setor de Bets
O ponto central da investigação é a figura do advogado Willer Tomaz, amigo próximo de Flávio Bolsonaro. Tomaz é o proprietário da Rede Loto, a primeira empresa de apostas a obter licença de operação no Brasil, emitida pelo governo fluminense em 2023.
A PF investiga se a estrutura de empresas de Tomaz foi utilizada para movimentações financeiras suspeitas. Entre os pontos mais alarmantes citados nos autos estão:
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- Viagens de Luxo: Indícios de que empresas do setor de apostas custearam passagens aéreas para a Europa para Flávio Bolsonaro e seus familiares.
- Contas Offshore: A existência de uma conta na empresa Alcazar Holding, da qual o advogado é sócio, onde Flávio teria tido acesso operacional como “usuário master”.
- Vínculos Pessoais: Registros de mensagens e agendas que comprovam uma proximidade estreita entre os investigados.
Irregularidades na Loterj e a Pixs Cobrança
A investigação também mergulha em uma licitação de 2022 da Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro). A empresa Pixs Cobrança (atual RioPag), supostamente controlada de fato por Willer Tomaz, venceu o certame em circunstâncias questionáveis.
Segundo a PF, a concorrente da Pixs foi desclassificada por um detalhe meramente formal: a escrita de casas decimais no percentual de oferta. Após a desclassificação da rival, a Pixs teria renegociado os valores diretamente com a autarquia, evidenciando a falta de concorrência real.
Cláudio Castro e Alexandre Ramagem no Radar
O inquérito não se limita a Flávio Bolsonaro. Outros nomes de peso do PL também são citados:
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- Cláudio Castro: O ex-governador do Rio é investigado por sua proximidade com Willer Tomaz e por ter nomeado Hazenclever Lopes para a Loterj, que possuía vínculos prévios com o advogado.
- Alexandre Ramagem: O ex-deputado e ex-chefe da ABIN é alvo de apuração devido ao recebimento de R$ 270 mil, divididos em três parcelas, via empresa de assessoria, com origem ligada ao escritório de Tomaz.
O que dizem as defesas?
Em nota, Willer Tomaz negou qualquer irregularidade, afirmando que todas as suas participações societárias são lícitas e declaradas ao Fisco. Ele reforça que sua relação com Flávio Bolsonaro é estritamente de amizade familiar.
A assessoria de Cláudio Castro também negou a participação do ex-governador em qualquer tratativa de licitação, alegando que a gestão da Loterj era autônoma. Já a campanha de Flávio Bolsonaro manteve a narrativa de que a relação com o advogado é exclusivamente pessoal.
O caso segue sob sigilo e aguarda a análise detalhada das provas colhidas pela Polícia Federal no âmbito do STF.
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