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Gregory Bovino: O Comandante da Repressão Imigratória nos EUA e a Escalada da Violência

Gregory Bovino: O Comandante da Repressão Imigratória nos EUA e a Escalada da Violência

temp_image_1769439730.057485 Gregory Bovino: O Comandante da Repressão Imigratória nos EUA e a Escalada da Violência



Gregory Bovino: O Comandante da Repressão Imigratória nos EUA e a Escalada da Violência

Gregory Bovino: O Comandante da Repressão Imigratória nos EUA e a Escalada da Violência

Preste atenção nesse nome: Gregory Bovino, o comandante da polícia de fronteira dos Estados Unidos que tem liderado uma repressão cada vez mais intensa aos imigrantes em Minneapolis. A atuação de seus agentes já resultou na morte de dois cidadãos americanos, levantando sérias questões sobre o uso da força e a escalada da violência.

Quem é Gregory Bovino?

Aos 55 anos, Bovino cultiva uma imagem de figura implacável, frequentemente ostentando armas de grosso calibre em suas redes sociais. Sua vestimenta, com um longo sobretudo verde oliva e botões de latão, chamou a atenção da mídia internacional, que o comparou a oficiais do regime nazista – uma associação que ele não se esforça para desmentir.

Nomeado por Donald Trump, insatisfeito com a lentidão na implementação de sua política de deportação em massa, Bovino foi transferido para Minneapolis após passagens por Los Angeles e Chicago. Lá, ele se tornou o rosto mais visível da repressão, com seus agentes frequentemente atuando mascarados, como se fossem paramilitares.

Mortes e Controvérsias

No dia 24 de janeiro, apenas duas semanas após o assassinato de Renee Good, o enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, foi morto a tiros por agentes federais. Imediatamente, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, o classificou como um “terrorista doméstico” sem apresentar provas.

Bovino corroborou essa narrativa, afirmando que Pretti “se colocou nessa situação” e que queria causar danos. No entanto, testemunhas relatam que Pretti estava apenas filmando a ação do ICE com seu celular e tentando proteger uma mulher que havia sido atingida por spray de gás. Ele portava uma arma, mas ela estava guardada no bolso e só foi retirada pelos agentes após ele já ter sido imobilizado.

A repercussão negativa das mortes levou o chefe da patrulha de fronteira a parabenizar seus subordinados, alegando que Pretti “estava ali por algum motivo” e que sua ação impediu algo pior. Essa postura belicosa, que insufla a violência de seus agentes, resultou no envio de 3 mil agentes para Minnesota.

Acusações de Fascismo e Autoritarismo

A atuação de Bovino tem gerado críticas contundentes. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, alertou que “se você acha que os rótulos de fascismo e autoritarismo são exageros, assista a este vídeo”, referindo-se a uma imagem que retrata o comandante do ICE como um oficial hitlerista.

Ironicamente, o direito ao porte de armas, garantido pela Segunda Emenda da Constituição, foi utilizado por Bovino para justificar a imobilização e o assassinato de Alex Pretti, um cidadão americano. Essa narrativa desencadeou a reação indignada de grupos defensores do direito ao porte de armas, que frequentemente apoiam o presidente Trump.

A Imagem de Herói e a Realidade da Repressão

Apesar das críticas, Bovino se apresenta como um herói para a base eleitoral de Trump. No entanto, imagens como a detenção de uma criança de 5 anos em Minnesota ajudam a desmistificar essa imagem e a revelar a realidade da repressão.

O Impacto na Popularidade de Trump

A controvérsia em torno da atuação de Bovino ocorre em um momento delicado para o governo Trump, com seus índices de aprovação em queda. Uma pesquisa da CNN revelou que 58% dos entrevistados consideram o primeiro ano de mandato um fracasso.

A realidade alternativa sobre a morte do enfermeiro, descrita por autoridades como Gregory Bovino, cheira a impunidade e, em efeito bumerangue, está se voltando rapidamente contra o governo.

Fonte: G1


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