Márcio Canella e a Operação Unha e Carne: Entenda o Esquema de R$ 7,6 Bilhões

Operação Unha e Carne: O Gigantesco Esquema de Lavagem de Dinheiro no Rio
A Polícia Federal deflagrou a 6ª fase da Operação Unha e Carne, revelando um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro que movimentou a impressionante cifra de R$ 7,6 bilhões. O foco das investigações é uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio, que servia como fachada para ocultar capitais de origem criminosa com a suposta anuência de figuras influentes.
O caso ganhou repercussão nacional ao envolver agentes públicos e políticos de peso, expondo as conexões entre o crime organizado e a gestão pública no estado do Rio de Janeiro.
O Envolvimento de Márcio Canella e Outras Figuras Públicas
Entre os principais alvos das buscas e apreensões realizadas pela PF, destaca-se Márcio Canella, conhecido por sua trajetória como Márcio Canella prefeito de Belford Roxo e atual pré-candidato ao Senado pelo União Brasil. A investigação busca entender qual era o papel do político no esquema de lavagem de dinheiro operado através dos postos de combustíveis.
Além de Canella, o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil, também está na mira das autoridades. Segundo a Polícia Federal, o esquema seria capitaneado pelo inspetor Pablo Jukiá Felix Ferreira (conhecido como Pablo Russo), que utilizaria “laranjas” e mais de 80 empresas, muitas vezes ligadas a parentes, para mascarar a movimentação financeira.
Sindicato Luta para Proteger Centenas de Trabalhadores
Enquanto as investigações avançam sobre as figuras políticas e empresariais, a preocupação imediata recai sobre a força de trabalho. O Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis de Niterói e Região acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT) para solicitar o bloqueio urgente de bens dos empresários investigados.
O objetivo é garantir que os cerca de 900 trabalhadores não sejam as maiores vítimas do processo. A ação visa assegurar o pagamento de:
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- Salários atrasados;
- Verbas rescisórias;
- Indenizações trabalhistas.
“Não podemos permitir que, ao final desse processo, faltem recursos para quitar salários. Os empregados não participaram de qualquer irregularidade”, afirmou Alex Silva, presidente do sindicato.
Insegurança e Precariedade no Ambiente de Trabalho
Relatos alarmantes indicam que a situação nos postos é crítica. De acordo com o sindicato, há denúncias de que pagamentos estariam sendo feitos apenas em dinheiro vivo, fugindo do sistema bancário tradicional. Além disso, gerentes expressam medo de serem responsabilizados criminalmente por estarem na linha de frente de unidades cujos proprietários reais permanecem nas sombras.
Para acompanhar mais detalhes sobre as operações da Polícia Federal e o desenrolar jurídico deste caso, continue acompanhando nossas atualizações.
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