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Mauro Cid: Alexandre de Moraes solicita parecer da PGR sobre extinção de pena

Mauro Cid: Alexandre de Moraes solicita parecer da PGR sobre extinção de pena

temp_image_1780738503.678036 Mauro Cid: Alexandre de Moraes solicita parecer da PGR sobre extinção de pena

Mauro Cid e a Disputa pela Extinção da Pena: O Que Está em Jogo?

O cenário jurídico envolvendo o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, ganhou um novo capítulo. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente seu posicionamento oficial sobre o pedido de extinção da pena do militar.

A decisão, divulgada recentemente, coloca em pauta a discussão sobre a detração penal — ou seja, a possibilidade de abater o tempo em que o réu esteve sob restrições judiciais do total da sua condenação.

O Argumento da Defesa: Medidas Cautelares como Pena

A defesa de Mauro Cid sustenta que o militar sofreu uma “efetiva restrição de locomoção” por um período superior a dois anos e cinco meses. Os advogados argumentam que as medidas cautelares impostas durante as investigações devem ser contabilizadas como cumprimento de pena.

Entre as restrições enfrentadas por Cid, destacam-se:

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  • Uso de tornozeleira eletrônica;
  • Proibição de deixar o país;
  • Restrições de contato com outros investigados;
  • Recolhimento domiciliar noturno.

A Posição da PGR e o Histórico do Caso

Apesar dos apelos da defesa, o caminho para a extinção da pena não é simples. Anteriormente, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, já havia se manifestado contrariamente a esse pedido. Para a PGR, a jurisprudência da Corte não permite que medidas cautelares diversas da prisão sejam reduzidas da pena final.

Para Gonet, a detração deve se limitar ao período em que Cid esteve efetivamente sob prisão preventiva, defendendo que o cumprimento da pena ocorra de forma regular.

Qual a Situação Atual de Mauro Cid?

Após firmar um acordo de delação premiada no âmbito das investigações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado, Mauro Cid foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto. Como foi o único a não recorrer da condenação, sua pena começou a ser executada antes mesmo do trânsito em julgado da ação penal.

Atualmente, o militar cumpre restrições como o comparecimento semanal em juízo. Recentemente, Alexandre de Moraes autorizou a retirada da tornozeleira eletrônica, mas manteve a vigilância sobre suas atividades.

O que acontece agora?

O processo agora aguarda o parecer formal da Procuradoria-Geral da República. Assim que o documento for entregue, os autos retornarão para a análise final do ministro Alexandre de Moraes, que decidirá se a pena de Mauro Cid será extinta ou se a execução continuará conforme determinado.

Para acompanhar mais detalhes sobre as decisões do Supremo Tribunal Federal, continue acompanhando nossas atualizações.

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