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Operação Afluente: PF investiga Josimar Maranhãozinho por desvios no ‘Orçamento Secreto’

Operação Afluente: PF investiga Josimar Maranhãozinho por desvios no ‘Orçamento Secreto’

temp_image_1782389889.858209 Operação Afluente: PF investiga Josimar Maranhãozinho por desvios no 'Orçamento Secreto'

Operação Afluente: Polícia Federal mira Josimar Maranhãozinho em investigação de corrupção

Na manhã desta quinta-feira, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Afluente, uma ação coordenada para combater crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O principal alvo da operação é o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA), suspeito de estar envolvido em um esquema sofisticado de desvio de emendas parlamentares.

A investigação aponta para a utilização irregular de recursos provenientes do polêmico chamado “orçamento secreto”, movimentando valores que deveriam ter sido destinados a melhorias públicas, mas que teriam sido desviados para interesses privados.

Os Detalhes da Operação Afluente

Para desmantelar a organização criminosa, a PF cumpriu 18 mandados de busca e apreensão distribuídos por três estados: Distrito Federal, Goiás e Maranhão. Entre os endereços vistoriados, está a própria residência do parlamentar, que é apontado como sócio de uma das empresas beneficiadas pelo esquema.

De acordo com as investigações, o fluxo financeiro teria ocorrido da seguinte forma:

A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, reforçando o rigor do judiciário contra o mau uso de verbas públicas.

Um Histórico de Irregularidades

Esta não é a primeira vez que Josimar Maranhãozinho enfrenta a justiça. Em março deste ano, o deputado já havia sido condenado pelo STF por desvios de emendas. Naquela ocasião, a Procuradoria-Geral da República (PGR) revelou que o parlamentar não apenas coordenava a destinação dos recursos, mas também monitorava planilhas de pagamento e realizava a cobrança de propinas.

Atualmente, o deputado encontra-se licenciado de seu mandato na Câmara dos Deputados.

Entenda: O que era o ‘Orçamento Secreto’?

O termo “orçamento secreto” refere-se às emendas de relator (conhecidas como RP9). Este mecanismo permitia que parlamentares indicassem a destinação de bilhões de reais sem a devida transparência, ocultando quem solicitava o repasse e quais eram os critérios para a escolha dos beneficiários.

Devido à falta de rastreabilidade e ao alto risco de corrupção, o STF declarou o modelo inconstitucional em dezembro de 2022. No entanto, a Justiça ainda lida com os “restos a pagar” — valores indicados antes da proibição que continuam sendo desembolsados, abrindo brechas para investigações como a Operação Afluente.

A redação aguarda o posicionamento oficial da defesa do deputado Josimar Maranhãozinho para atualizar as informações.

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