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Passaporte Cancelado: Alexandre de Moraes Aperta o Cerco em Investigação envolvendo Flávio Bolsonaro

Passaporte Cancelado: Alexandre de Moraes Aperta o Cerco em Investigação envolvendo Flávio Bolsonaro

temp_image_1792903684.305814 Passaporte Cancelado: Alexandre de Moraes Aperta o Cerco em Investigação envolvendo Flávio Bolsonaro

Medidas Drásticas do STF: Bloqueio de Bens e Restrições de Viagem

Em um movimento decisivo para evitar a fuga de capitais e a destruição de provas, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou medidas rigorosas contra o advogado Willer Tomaz. A decisão mais impactante foi o cancelamento do passaporte do investigado, que teria viajado para Miami, nos Estados Unidos, sem registro de retorno ao Brasil.

Além da restrição de viagem, Moraes ordenou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores vinculados ao advogado. A medida visa assegurar a reparação de possíveis danos decorrentes de suspeitas de lavagem de dinheiro e vínculos empresariais nebulosos.

A Conexão com Flávio Bolsonaro

O cerco jurídico se estende a figuras políticas de peso. As investigações revelaram que a Alcaraz Holding, empresa de Willer Tomaz, possuía o candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, cadastrado com poderes de gerenciamento de conta bancária. Mais grave ainda: o senador aparecia nos registros como “usuário master” de uma das contas da holding.

As principais determinações do ministro incluem:

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  • Quebra de sigilo: Levantamento dos sigilos bancário e fiscal de Willer Tomaz e da Alcaraz Holding.
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  • Paralisação de Empresas: Interrupção imediata das atividades da Alcazar Brasil Ltda., Alcazar Holdings Unipessoal, Alcazar Global Holdings e Cathedral Holdings.
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  • Monitoramento Financeiro: Notificação imediata ao Banco Central, CVM e Receita Federal para bloqueio e monitoramento de contas.
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Origem da Investigação: Apostas e Pagamentos Digitais

O caso chegou ao STF em outubro, originado de provas colhidas pela Polícia Federal em um inquérito que tramitava no Rio Grande do Sul. O foco inicial eram irregularidades no setor de apostas e plataformas de pagamento digital.

A análise de dados extraídos da nuvem do celular do advogado foi o ponto de virada, permitindo que os investigadores identificassem a rota do dinheiro e a relação direta com Flávio Bolsonaro, incluindo o pagamento de viagens do político através de contas da holding.

O que acontece agora?

Com a determinação de que bancos enviem informações sobre os titulares das contas em até 24 horas, a Polícia Federal e o STF buscam agora detalhar a rede de beneficiários desses valores. O cancelamento do passaporte e o bloqueio bilionário servem como um alerta sobre a gravidade das suspeitas de lavagem de dinheiro que envolvem a cúpula do PL.

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