Ronaldo Mansur e o termo ‘Genocida Lá Ele’: Entenda a polêmica no debate para o governo da Bahia

Ronaldo Mansur e o termo ‘Genocida Lá Ele’: A Estratégia Linguística no Debate da Band
O cenário político baiano ganhou um novo capítulo inusitado durante os debates eleitorais promovidos pela TV Bandeirantes. O candidato ao governo da Bahia, Ronaldo Mansur (PSOL), roubou a cena ao adotar uma postura incomum: a recusa total em pronunciar o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em vez de citar o nome do adversário político, Mansur utilizou uma expressão que mistura crítica política com a cultura local, referindo-se a ele como “Genocida Lá Ele”. Mas o que isso significa e qual o impacto dessa estratégia?
O uso da gíria ‘Lá Ele’ no contexto político
Para quem não é familiarizado com o dialeto baiano, a expressão “Lá ele” é uma gíria amplamente utilizada como forma de zombaria ou autodefesa contra frases de duplo sentido, especialmente aquelas relacionadas à orientação sexual. Ao fundir a palavra genocida com a gíria local, Mansur não apenas ataca a gestão anterior, mas o faz utilizando um código cultural que gera identificação imediata com o eleitor da Bahia.
Críticas severas à Educação e aos Professores
A escolha das palavras não foi apenas por estilo. Durante sua fala, Mansur utilizou a expressão para embasar críticas profundas ao tratamento dado à educação básica e aos profissionais do ensino no período mencionado. Segundo o candidato:
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- Desvalorização: Afirmou que, no período do “Genocida Lá Ele”, os professores eram tratados com descaso.
- Exclusão: Argumentou que a educação foi restringida a poucos, negligenciando a maioria da população.
- Abandono: Declarou enfaticamente que a categoria docente foi “jogada às traças”.
Quem é Ronaldo Mansur?
Presidente estadual do PSOL e estudante de Direito, Ronaldo Mansur não é um novato nas articulações políticas, embora esta seja sua primeira disputa direta pelo governo do estado. Com uma trajetória que inclui candidaturas à vice-governadoria em 2014 e 2022, ele agora compõe chapa com a candidata a vice, Meire Reis.
A estratégia de Mansur reflete a tentativa de unir pautas progressistas com uma comunicação popular e incisiva, característica de sua atuação no partido.
Para acompanhar mais detalhes sobre as regras eleitorais e a lista completa de candidatos, você pode acessar o portal oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a autoridade máxima nas eleições brasileiras.
Conclusão
O episódio no debate da Band mostra como a linguagem e a cultura regional podem ser transformadas em ferramentas de marketing político. Ao evitar o nome de Bolsonaro e utilizar o termo genocida aliado ao “Lá ele”, Mansur tenta deslegitimar a figura do ex-presidente enquanto se aproxima da identidade do povo baiano.
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